SALVADOR
Jeitinho para gastar menos

FELIPE BLANCO
A burocracia faz com que alguns estudantes optem por burlar a lei e dêem um jeitinho para gastar menos. É o caso de um estudante, que, por motivos óbvios, não quis se identificar. Ele mora em Salvador e toma quatro transportes para ir e voltar da faculdade, situada na Região Metropolitana.
Ele usa um smart card que não é seu para tomar um ônibus até a rodoviária, e vales comprados de um colega para tomar o ônibus da rodoviária até a faculdade apesar de esses passes serem pessoais e virem com o nome do outro estudante impresso.
A implantação de um sistema de meia-passagem para a RMS teve início com a criação da empresa Metropasse, em fevereiro de 2004. A medida não atendeu plenamente às expectativas dos estudantes, que queriam o smart card, mas, apesar da insatisfação, o sistema funcionava normalmente.
Os problemas começaram quando a Oceânica, empresa que faz a linha Lauro de Freitas/Terminal da França e a mais utilizada pelos estudantes, decidiu excluir os veículos que dispunham de ar-condicionado (a maior parte da frota) do sistema de meia-passagem.
De dez em dez minutos passava um ônibus com ar-condicionado. Quando ele saiu da Metropasse, passei a esperar de 30 a 40 minutos por um carro sem ar, lembra o estudante da Unime, Diego Silva. Atualmente, a Oceânica dispõe de 28 veículos para fazer a linha Lauro de Freitas/Terminal da França, sendo 14 com ar-condicionado (que não aceitam meia-passagem).