SALVADOR
Motoristas do Uber fazem carreata em Salvador em protesto


Em meio a um clima de tristeza e de revolta, cerca de 300 pessoas participaram, nesta quarta-feira, 1º, do enterro do motorista do aplicativo Uber Ramiro Fernandes Teles da Rocha, 23 anos, o Neto, no Cemitério Bosque da Paz, em Nova Brasília.
Após a cerimônia, cerca de 200 motoristas do Uber saíram em carreata pela Avenida Paralela e seguiram até o Farol da Barra, onde deram um abraço simbólico em protesto pela morte do colega.
Neto morreu na madrugada da terça-feira, 28, no Hospital Roberto Santos, depois de ser encontrado ferido com um tiro no peito e trancado dentro do Chevrolet Classic prata [OUU-3716], na Rua Silveira Martins, no Cabula.
Segundo o motorista Carlos Henrique Souza, 28, Neto saiu do bairro da Barra por volta de 1h, para levar um cliente até a Barros Reis. Ele foi uma das últimas pessoas a estar com o rapaz na noite da segunda-feira. “Depois que ele deixou o cliente, foi abastecer o carro, mas logo depois recebeu uma nova chamada”, disse Carlos, afirmando que o colega estava utilizando o sistema de chamada do aplicativo. O celular de Neto não foi localizado.
Ligou para a mulher
O pastor Danilo Ferreira, 32, revelou que, momentos antes de ser baleado, Neto ligou para a esposa, por volta da 1h30, dizendo que estava com um cliente, mas logo retornaria para casa. “Ele disse a ela que voltaria cedo para dormir. Depois disso, ela mandou zap [mensagem via aplicativo Whatsapp] e ele não retornou mais”, contou o pastor.
Neto era evangélico e congregava na Igreja de Deus no Brasil.Em resposta à reportagem, a direção do Uber não se pronunciou sobre o caso, mas disse colaborar com as autoridades dentro normas da lei. O diretor do Departamento de Homicídios (DHPP), o delegado José Bezerra, afirmou que as investigações já estão adiantas, contudo não deu mais detalhes