TRANSPORTE ESCOLAR
Motoristas fazem manifestação contra exigências da Semob
Titular da Semob, Fabrizzio Muller, garantiu fazer ajustes diante dos pedidos da categoria


Cerca de 100 motoristas de transporte escolar fizeram, na terça, uma manifestação em frente a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob), em Amaralina. A categoria alega enfrentar dificuldades de trabalho diante de exigências da Semob.
Após a manifestação, o titular da Semob, Fabrizzio Muller, junto a técnicos da pasta, recebeu os representantes dos motoristas e garantiu fazer ajustes diante dos pedidos da categoria.
Um dos principais problemas relatados diz respeito à renovação do alvará de serviço, o chamado crachá, que só é feita após o motorista concluir o curso exigido por lei. No entanto, o curso traz limitações de turmas e de datas para início, impedindo o processo de renovação pelos trabalhadores. Ministradas pelo Sest Senat, as aulas só são ofertadas quando se fecha determinado número de alunos por turma. “Isso estava sendo um requisito impeditivo para a pessoa fazer esse crachá. Então, no momento de abordagem, estavam apreendendo o veículo, impossibilitando esses transportadores de trabalharem”, explica Simone Rosas, presidente do Sintest (Sindicato dos Transportadores Escolares e Turísticos do Estado da Bahia).
A presidente ainda destaca que uma das colegas transportadoras precisou entrar com uma liminar para que a Semob não apreendesse seu veículo. Sobre a questão, o órgão se comprometeu a avaliar uma alternativa para atender a limitação dos cursos e a possibilidade de alteração desta exigência.
Outra situação que gerou transtornos aos motoristas foi a duplicidade de exames solicitados, segundo relata Simone. “Quando a gente renova nossa habilitação, a gente já faz exame médico. E no regulamento não exigia o exame médico e eles estavam exigindo, como exigem dos táxis”. Diante da problemática, a Semob explicou que a exigência fazia parte do decreto de 2016, mas que foi retirada na atualização de 2018, não sendo mais solicitada.
Associado a isso, a categoria alegou a necessidade de um setor de coordenação específico para os transportes escolares, que no momento estão sob a gestão da Cotae (Coordenação de Táxis e Transportes Especiais). Por conta do órgão também atender às demandas dos taxistas e de outras categorias, os transportadores explicam que sentem demora maior no andamento dos processos, ao que a Semob se comprometeu a avaliar, considerando a possibilidade de criar um atendimento específico para a categoria.
Outras questões são a fiscalização apropriada dos veículos autorizados e a licença provisória concedida a veículos que sofreram algum sinistro e precisam de manutenção. “Nós temos no nosso regulamento a permissão de alugar um veículo, ir lá na Cotae, eles fazerem uma inspeção e nos dar um alvará provisório emergencial, que tem uma validade de até 60 dias. Só que nesta gestão, suspendeu”, explica Simone. Sobre as reivindicações dos transportadores, Muller explica que a Semob escutou as demandas e pretende fazer ajustes. “Estamos sensíveis aos pedidos e, dentro do possível, iremos buscar formas de atendê-los o mais breve possível”, afirmou.
*Sob a supervisão da editora Meire Oliveira