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'Não tenho cabeça para me ver', diz jovem que perdeu o braço

Andrei Peroba foi vítima de acidente em brinquedo de parque em Salvador

Da Redação
Por Da Redação
Andrei Peroba utilizava o brinquedo "Intoxx" ao lado da irmã
Andrei Peroba utilizava o brinquedo "Intoxx" ao lado da irmã - Foto: João Grassi | Ag. A TARDE

Andrei Peroba, de 20 anos, falou nesta segunda-feira, 25, sobre o que está vivendo após o grave acidente que causou a amputação do seu braço, em um parque de diversões instalado no campo da Pronaica, Cajazeiras 10, em Salvador. O jovem utilizava o brinquedo "Intoxx" ao lado da irmã, Andreia Peroba, de 17 anos, quando o equipamento se soltou e terminou despencando.

"Difícil, eu não tenho nem chão para me ver, porque eu tinha os dois braços e no meu momento mais alegre, no momento que eu estava me divertindo, acontece essa tragédia. Só queria ver o sorriso de minha irmã, de minha prima e minha alegria lá naquele momento e acabou que agora está sendo essa tristeza. Estava tão feliz no meu trabalho e eu só peço a força a Deus mesmo para encarar esse mundão", contou à imprensa.

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Andrei destacou que a irmã ficou desesperada após a queda do brinquedo e disse que sentiu muita dor no momento do acidente.

"Elas ficaram alucinadas quando viram aquela cena lá comigo. Elas começaram a gritar, 'meu irmão, meu irmão' me deixou o triplo preocupado com a situação, por eu ver minha situação e ver ela ali com o povo chorando, pedindo ajuda, pedindo socorro, sem poder me ajudar, sem poder fazer nada, ver eu sofrendo ali, sentindo muita dor, muita dor mesmo, que eu não desejo para ninguém", afirma Andrei.

O jovem relatou que tem dificuldade de amarrar a bermuda e que perdeu o braço que escrevia, tendo que ser obrigado a virar canhoto, já que era destro. "Até para eu amarrar uma bermuda, pronto, eu não consigo amarrar mais, eu perdi o meu melhor braço, o braço que eu escrevia, o braço que eu tinha mais apoio. Só me restou um, e um que eu não utilizava tanto quanto esse que eu perdi. Sou direito e agora vou ter que virar esquerdo na tora", diz.

Vivendo um drama, Andrei disse também que acredita que não iria adiantar a ajuda de um psicólogo, mas pediu ajuda a Deus para superar este momento. "Está sendo difícil, eu não tenho cabeça para me ver desse jeito, eu não sei nem o que dizer. Acho que nem um psicólogo adianta, muito mal mesmo. Eu fico tentando, só pedindo força a Deus mesmo, força para enfrentar esse mundo", revelou.

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acidente amputação braço entrevista jovem parque de diversões Tragédia Vítima

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