SALVADOR
Perfis falsos e agressões são pontos negativos

Da mesma forma que a busca da perfeição tem crescido, blogueiras e famosos têm se assustado com o ódio disseminado, geralmente por anônimos, nas redes sociais. São os chamados haters. Para a especialista Fernanda Musardo, há dois tipos de motivação para a criação de perfis falsos na web.
“A pessoa pode ser tímida no convívio social e usar o perfil falso para tentar ser extrovertida virtualmente. O outro caso é de pessoas que usam o perfil anônimo para se resguardar, propagando discursos de ódio e acreditando, iludidamente, que não vão pagar pelo que estão fazendo”, disse.
“Futilidade”
Há pouco tempo, criaram uma página destinada a criticar as fotos de Rafaela Oliveira. “A agressividade é enorme. Pessoas ficam chateadas se eu uso o mesmo filtro nas fotos que alguma menina com mais seguidores que eu. Dizem que eu fico copiando, que uso photoshop”, reclamou Rafaela.
Já Thyza Ferreira foi “clonada”: por quatro meses, fingiram ser ela nas redes sociais, utilizando fotos e legendas pessoais da publicitária, usando outro nome.
“Criaram uma personalidade com minhas fotos com meu marido, com meu cachorro. A pessoa tomou minha aparência como algo dela. Eu fiquei assustada, depois fiquei com pena, não senti raiva”, lembrou. Ela denunciou, e o perfil foi excluído do Facebook.
Em ambos os casos, é possível denunciar os perfis falsos nas próprias plataformas, mas a vítima também pode recorrer a processos judiciais. Advogado criminalista e professor da Universidade Federal da Bahia, César Faria afirma que a legislação penal pode ser aplicada na internet.
“Assim como não podemos cometer crimes contra honra, racismo e falsa identidade pessoalmente, não podemos fazê-lo online. E como a internet é meio público, isso pode ser mais um agravante”, explicou.
* sob a supervisão do editor-coordenador Luiz Lasserre