SALVADOR
População da cidade sofre com ataque de muriçocas

>>Você está tendo problemas com muriçocas ou pernilongos?
Em Itapuã, na região conhecida como Km-17, moradores convivem desde o início do ano com um toque de recolher bem peculiar. No final da tarde, as pessoas são obrigadas a fechar portas e janelas para evitar a entrada de muriçocas. Depois das 16h30, só voltamos a sair ou a abrir portas e janelas a partir das 19h, quando elas estão acomodadas, explica a moradora Ana Maria Barbosa, 43 anos.
Na Associação de Moradores do Km-17, os registros de reclamações chegam a 100 por dia. Todo verão a situação é crítica, mas, esse ano, até na minha rua, onde nunca foi preciso, só conseguimos dormir com mosquiteiro e ainda assim somos mordidos, comentou o presidente da entidade, Nilton Marques.
Infestação - Enquanto na vizinhança do Km-17 as armas de defesa contra pernilongos inseticidas, repelentes e mosquiteiros começam a faltar. Segundo Eliaci Costa, coordenadora do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Salvador, o problema se repete em outras regiões da cidade. A infestação pelo Culex, nome científico da muriçoca, está ligada à presença de esgotos e córregos, além da falta de limpeza urbana e vegetação densa.
A situação piora no verão e os bairros mais afetados na capital baiana são os do Subúrbio Ferroviário, além do Cabula VI, Mussurunga, Bairro da Paz, Boca do Rio (Bate Facho), Itapuã e Uruguai.
A limpeza do canal Xangô também conhecido como Rio do Bispo e que corta o bairro é a principal reivindicação dos moradores do Km-17. Essa semana protocolamos ofício com pedido de limpeza na Superintendência de Conservação e Obras Públicas de Salvador, disse Marques.
De acordo com Benedito Leite, diretor de Manutenção e Conservação da Sucop, a última limpeza no canal Xangô foi em outubro de 2010. O problema no local é que o mato cresce rápido e a população não colabora, jogando detritos que entopem o córrego, mas informa que, como o canal Xangô faz parte da bacia do Rio Jaguaribe, os seis braços dágua que a integram devem ser limpos simultaneamente.
Serviço: Centro Controle de Zoonoses - Tel. 160 (gratuito) ou 71 3611-7309.
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No blog Cidadão Repórter, principais reclamações dos dois últimos meses são sobre muriçocas: