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Prédio que desabou no Comércio recebeu vários avisos da Codesal

Local será avaliado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional

Publicado quinta-feira, 25 de janeiro de 2024 às 13:32 h | Atualizado em 25/01/2024, 13:44 | Autor: Osvaldo Barreto e Pevê Araújo
Prédio desabou no Comércio na tarde desta quinta-feira
Prédio desabou no Comércio na tarde desta quinta-feira -

O diretor geral da Defesa Civil de Salvador (Codesal), Sosthenes Macêdo, esteve presente no prédio que desabou no Comércio, no início da tarde desta quinta-feira, 25, em Salvador. Em conversa com a imprensa, ele lamentou pela ocorrência e afirmou que não faltou avisos para o proprietário do Casarão, interditado desde 2020 por falta de manutenção.

"A gente perde aqui um equipamento que faz parte da história da nossa cidade, não por falta de aviso, orientação técnica, de notificação. Nós fizemos o contato com o Iphan, que já enviou seus técnicos nesta manhã, os colegas da Sedur também. É uma pena a gente ver uma estrutura como essa", disse Sosthenes.

Ele afirmou que alguns proprietários "não entendem a importância arquitetônica" de alguns equipamentos de Salvador, por isso deixam "chegar a esse ponto". Para Sosthenes, o Comércio é uma área em crescimento nos últimos anos, recebendo uma atenção especial da prefeitura.

"A Prefeitura vem investindo, trazendo uma série de secretarias para o Comércio, Secretaria de Infraestrutura, Manutenção, Cidade Sustentável, Educação. Se você observar, temos mais de 10 secretarias", pontuou.

Questionado sobre o destino do prédio, ele afirmou que vai aguardar uma análise do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Por estar em uma área de tombamento, é necessária uma autorização do Iphan para realizar qualquer mudança no prédio.

"A gente está aguardando a turma do Iphan chegar para poder fazer a análise. A orientação dos nossos técnicos é de retirada da parte que já colapsou", revelou.

Prédio desabou no Comércio na tarde desta quinta-feira
Prédio desabou no Comércio na tarde desta quinta-feira |  Foto: Mila Souza | Ag A TARDE

O advogado Onésio Mendes, do Restaurante Colon, fez questão de esclarecer que o local era alugado e que havia notificado o proprietário do prédio para que cuidasse da estrutura do imóvel, mas teria sido ignorado. O restaurante parou de funcionar no Casarão devido aos problemas estruturais.

"Hoje terminou essa história, a linda história que tem esse restaurante centenário, onde passaram por aqui diversas personalidades e pessoas. É um prédio histórico, não só pela arquitetura do imóvel, que é muito bonito, mas, infelizmente, essa história acabou agora", lamentou.

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