SALVADOR
sai ou não sai?

A apoteótica saída do Olodum marcada para sexta às 21 horas começou a demorar mais do que o admissível atraso baiano. Deu 22 horas, 23 horas, zero hora. E tome-lhe uma da matina, e nada. Mas que o pessoal estava na tampa, querendo pegar os organizadores do bloco, estavam. João Jorge, o presidente, não tinha onde meter a cara, nem como explicar por que parte das fantasias, mais precisamente a dos músicos, não tinha ficado pronta. Lá pra meia-noite, uma equipe saiu em busca da fantasia perdida lá na fábrica da Ribeira. Ou será que era no Engenho Velho da Federação? As versões eram várias. Lá pelas duas da manhã, depois que já tinha rolado um clima de quero meu dinheiro, o tchacabum do furacão do Pelô explodiu de forma geral e irrestrita. A terra tremeu de forma convicta e compacta. Eram mesmo todos os tambores do mundo reunidos ali, como se fosse o chilique mais sentimental do mundo. E o remelexo grupal que acaba rebatendo no corpo e no pensamento do povo baiano, sueco, inglês...