SALVADOR
Sucom interdita supermercados na Bonocô e em Pau da Lima


As unidades do Hiper Bompreço da avenida Bonocô e do GBarbosa, em Pau da Lima, foram interditadas na manhã desta quarta-feira, 29, pela Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município (Sucom). O órgão informou em nota que os estabelecimentos foram fechados por não terem o alvará de funcionamento.
Os supermercados ainda foram notificados por não removerem as publicidades usadas nas fachadas das lojas, que não possuíam autorização da prefeitura. Ainda em nota, a Sucom afirmou que já tinha notificado o GBarbosa e autuado o estabelecimento duas vezes. Já o Hiper Bompreço foi notificado uma vez e autuado outras duas vezes.
Em nota, a assessoria Hiper Bompreço informou que já estão tratando da documentação necessária para a reabertura da unidade. Já a assessoria de comunicação do GBarbosa informou que ainda não tem um posicionamento sobre o caso.
Conforme o diretor de fiscalização da Sucom, Maurício Aguiar, o caso do GBarbosa requer atenção. "Como envolve segurança, é uma situação mais delicada, mas pode ser regularizada se fizerem as obras que solicitamos", disse.
Segundo Aguiar, o Hiper Bompreço deu entrada ainda ontem na documentação, enquanto o GBarbosa apresentou uma proposta para corrigir as falhas, que envolve a contratação de uma brigada particular de incêndio até a realização das obras. Hoje, agentes da Sucom realizarão uma vistoria neste estabelecimento. "Dependendo do resultado, nós faremos o relaxamento da medida", afirmou Aguiar.
Surpresa
A interdição pegou algumas pessoas de surpresa. Moradora da avenida Bonocô, a auxiliar de serviços gerais Patrícia Santos, 34, lamentou ter que fazer compras em outro lugar."Agora terei que fazer compras no Largo do Paranhos (Matatu de Brotas). Fica perto do trabalho, mas longe de casa", disse.
Somente esta ano, a Sucom realizou 3.338 vistorias, gerando 516 autos de infração, 6 embargos e 14 interdição. Além disso, foram apreendidos 10.0 76 publicidades irregulares
Um funcionário do GBarbosa, que preferiu não se identificar, reclamou que até as 10h30 nenhum esclarecimento tinha sido dado para os funcionários. Ele, assim como outros que entraram em contato com o Portal A TARDE pelo WhatsApp (71 9601-0020), relatou que foi pego de surpresa.
"Os clientes e lojistas ficaram sem saber o que estava acontecendo. Ficamos horas sentados nas dependências do supermercado aguardando algum esclarecimento", disse.