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CASO JOEL

"Vi ele caindo", relata irmã de menino Joel durante testemunho

Criança foi atingida por disparo durante uma suposta ação policial no Nordeste de Amaralina, em 2010

Vinicius Viana e Leo Moreira
Por Vinicius Viana e Leo Moreira
Portais A TARDE e MASSA! acompanham o julgamento do Caso Joel
Portais A TARDE e MASSA! acompanham o julgamento do Caso Joel - Foto: Leo Moreira | Ag. A TARDE

Durante o julgamento dos acusados de matar o menino Joel, que teve início nesta segunda, 6, no Fórum Ruy Barbosa, Jéssica Carolina Castro, irmã da criança, recordou o momento em que ele foi baleado dentro de casa. Ela foi a terceira testemunha ouvida no caso.

"Estávamos na frente de casa, eu e um casal de amigos. E a gente ouviu muitos tiros. Eles foram para a casa deles e eu subi para a minha casa", contou Jéssica, revelando que cinco minutos antes, o pai tinha pedido que ela entrasse pra casa porque no dia seguinte eles voltariam à rotina.

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"Eu subi e Joel falou com o meu pai que estava tendo muitos tiros lá fora. E o que acontece? Meu pai pede para que ele deixe para lá e que a gente entre no quarto para dormir. Foi quando meu pai estava preparando o colchão. Na época que era um colchão, a gente não tinha cama e a gente viu o Joel sendo baleado. Vi ele caindo", recordou a irmã de Joel.

Os Portais A TARDE e MASSA! acompanham o julgamento do Caso Joel e traz atualizações sobre os depoimentos direto do Tribunal do Júri que acontece no Fórum Ruy Babosa, no Campo da Pólvora, em Salvador. A previsão é que o julgamento dure ao menos dois dias, quando 14 testemunhas devem ser ouvidas.

Relembre o caso

O menino Joel, que na época tinha 10 anos, foi atingido no rosto quando se preparava para dormir em seu quarto, localizado no primeiro andar da casa que morava no bairro do Nordeste de Amaralina, em Salvador.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, policiais entraram atirando na Rua Aurelino Silva, durante uma suposta diligência. Durante um breve momento em que os tiros cessaram, o pai da vítima pediu a todos que se abaixassem, abriu a janela e viu policiais com armas apontadas na direção da sua casa. Logo em seguida, todos da casa deitaram no chão, exceto Joel que ficou em frente à janela, sendo então atingido no rosto.

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