SALVADOR
Violência contra mulher longe da Justiça

Agentes da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam), localizada em Brotas, recebiam, neste sábado pela manhã, uma a uma as vítimas de agressões físicas e verbais, como de rotina. Mas o clima estava diferente na unidade, isso porque as paredes repletas de cartazes confirmavam os 20 anos de existência da unidade, completos no dia 17 de outubro último.
Depois de duas décadas de policiais registrando casos de violências sexuais, agressões, espancamentos, as histórias ainda se repetiam. Na fila aguardava atendimento Taiane (nome fictício), 26 anos, cobradora, que exibia o celular com o qual gravou as ameças de morte
praticadas por seu ex-namorado.
Ele não me deixa em paz. Sei que as leis estão mais rigorosas para quem pratica violência contra mulheres, denuncia. Ela alega ter sido vítima de ameaças de morte, perseguição e até mesmo violência sexual, tudo iniciado há dois meses, quando terminou o relacionamento com o ele. Tentei dar uma queixa do estupro, há um mês, na 4ª Delegacia (São Caetano), mas disseram que entre marido e mulher não há crime, lamenta.
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