SALVADOR
Vítimas de incêndio continuam em estado grave

As quatro crianças que sofreram queimaduras graves no incêndio de uma casa do bairro da palestina, em Salvador, na última sexta-feira, 30, permanecem internadas no Hospital Geral do Estado (HGE). Segundo os médicos que acompanham Crislane Barbosa Silva, 11, e seus irmãos Cleidiane Silva, 7, Gustavo Lima Silva, 5, e Graziele Lima Silva, 2, o quadro de todos é estável e ainda inspira cuidados.
O coordenador médico do HGE, Manoel Pedro, revela que o caso é delicado, não só por causa do contato direto com o fogo - as vítimas tiveram de 20% a 50% do corpo queimado -, mas também porque as crianças inalaram muita fumaça. “Um incêndio em local abafado traz mais riscos porque a fumaça logo atinge o pulmão”, explica. Por isso, os médicos não afastam o risco de morte.
Não bastasse o acidente, as crianças chegaram ao hospital com um quadro de subnutrição associado, o que dificulta o tratamento. Um dos casos mais delicados é o de Gustavo, que teve 25% do corpo queimado e apresenta dificuldade para se alimentar. Crislane, teve 50% do corpo queimado.
As crianças estavam sozinhas em casa quando, por volta, das 8 horas, o incêndio começou. A causa pode ter sido a explosão de um botijão de gás, mas só será conhecida após o laudo técnico da Polícia Civil, que deve ser divulgado em um mês. A mãe, Cláudia Maria Barbosa Lima, tinha saído para levar outro filho à Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais.
Segundo a diretora de plantão do HGE, Lorena Bustani, a tragédia que atingiu a família mobilizou a solidariedade da população e algumas pessoas enviaram donativos ao hospital para as crianças e para a mãe, que perdeu quase todos os bens que estavam na casa. Segundo Lorena, foram tantos os donativos que ela teve de pedir ajuda para transportá-los.