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Vitória da oposição no pleito do Sindpoc

Helga Cirino, do A TARDE*
Por Helga Cirino, do A TARDE*

A contagem de votos das eleições do Sindicato dos Policiais Civis do Estado da Bahia foi encerrada, nesta quarta-feira, 21, às 16h41. A Chapa 2, de oposição, teve 1.063 votos contra 175 da Chapa 1. A posse da nova diretoria está marcada para o próximo dia 29, às 16 horas, em local ainda a ser definido para a cerimônia.

Houve ainda oito votos nulos, três em branco e um impugnado. A presidente da junta eleitoral, Maria Adail Santos, explicou que o voto foi impugnado porque foi anexada à cédula a cópia de um contracheque. Segundo Adail, o local para a posse pode ser o auditório do Departamento de Polícia Técnica ou a sede da Associação dos Funcionários Públicos do Estado.

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A apuração começou às 10 horas, dando seguimento ao pleito da última terça-feira. O policial Crispiniano Daltro, que liderava a campanha da situação, não compareceu à sede da Associação dos Funcionários Públicos do Estado da Bahia, onde aconteceu a apuração. A mensagem postada por ele ao governador Jaques Wagner, no site do Sindpoc, acusando a Chapa 2 de ser dominada pelo “crime organizado” gerou reação dos adversários.

“Ele está nos ofendendo. Como pode dizer que todos nós fazemos parte do crime organizado?”, bradou Marcos Maurício de Oliveira, integrante da Chapa 2. Para ele, Daltro durante a gestão no sindicato, “tentou comandar uma política popularesca, visando cargos políticos. Ele nunca foi sindicalista e almejava mandato legislativo”. Crispiniano Daltro não tem sido encontrado na sede do sindicato nem atende ligações telefônicas há vários dias. Nesta quarta, novamente não deu retorno aos recados deixados pela reportagem.

Greve – No dia 31 de março, comandados por Crispiniano Daltro, cerca de seis mil policiais civis da capital e do interior paralisam as atividades. Durante uma semana, só foram atendidos casos de flagrantes e crimes contra a vida. A Secretaria da Administração (Saeb) dizia que não havia motivo para a paralisação, alegando que o reajuste de 4,46% contemplava todos os servidores públicos.

Pelos cálculos do Sindpoc, o aumento era menor do que dizia o governo. A greve, iniciada 28 de março, acabou no dia 3 de abril, depois de a Justiça determinar a ilegalidade do movimento, exigindo o retorno imediato dos agentes ao trabalho, sob pena de multa diária de R$ 100 mil.

*Colaborou Samuel Lima, do A TARDE.

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