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Volume de lixo gerado pelo Carnaval aumentou 23 toneladas

Daniela Castro, do A TARDE On Line
Por Daniela Castro, do A TARDE On Line
| Atualizada em

O Carnaval de Salvador cresceu. Pelo menos no que diz respeito à quantidade de lixo deixado nas ruas pelos foliões que circularam nos três circuitos da festa. Um balanço feito pela Empresa de Limpeza Urbana do Salvador (Limpurb) na manhã desta quinta-feira, 7, mostra que mais de 1.490 toneladas de lixo foram recolhidas durante os seis dias de festa. São pouco mais de 23 toneladas a mais que no ano passado, quando a coleta registrou 1.466 toneladas. Nos demais pontos da cidade, o número não passou da casa das 43 toneladas.

Quanto mais lixo, mais sujeira nas ruas. Por isso, o consumo de material de limpeza utilizado para o “faxinaço” nas vias públicas também cresceu. Do primeiro dia de Carnaval até a Quarta-Feira de Cinzas, foram consumidos 6,151 milhões de litros de água, 900 mil a mais que em 2007, quando o consumo foi de 5,251 milhões de litros.

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Também houve aumento no consumo de aromatizante: 7,645 mil litros, contra 5,760 no ano passado. Já no uso de detergente houve economia. Foram consumidos 7,105 mil litros, sendo que no Carnaval passado, o número foi 9,565 mil litros. Vale lembrar que os dados ainda não são definitivos, já que a operação deve seguir pelo menos até o domingo, 10. Segundo a assessoria de comunicação da Limpurb, o trabalho continua enquanto houver mal-cheiro nas ruas.

Renda do lixo - A maior parte do lixo recolhido durante o Carnaval tem como destino o aterro sanitário de Canabrava. Mas pelo menos 27 toneladas desse material está prestes a virar dinheiro, graças ao trabalho do Complexo Cooperativo de Reciclagem da Bahia, que garantiu trabalho a cerca de 100 pessoas durante o Carnaval.

“Trabalhamos com quatro centrais, que funcionaram durante os três turnos. Foram recolhidas 15 toneladas de alumínio, 8,5 toneladas de garrafas pet e 3,5 toneladas de latinhas de aço”, contabiliza José Jorge Lopes, coordenador da Cooperdin (Cooperativa de Resíduos Domiciliares e Industriais), que integra o complexo junto com a Recicop, Reciclan, Ação Reciclar e Acors.

Após a catação, foi feita a triagem do material, que ficou armazenado na unidade do Programa de Descarte de Entulho (PDE) localizado na avenida San Martin. De lá, o lixo segue para comercialização. “As cooperativas fazem a triagem na rua. Aqui , o material é pesado e acondicionado em big bags para ser transportado para venda”, explica Antônio Alberto Santana, funcionário da Limpurb que coordena o trabalho no PDE.

O alumínio é o que deve render os melhores frutos para quem trocou a folia pelo trabalho, já que o quilo pode ser vendido por até R$3,00. A cotação cai no caso das garrafas pet (R$0,50 o quilo) e do aço (R$0,30 o quilo). O total arrecadado com as vendas pode chegar a pouco mais de R$50 mil, dos quais são descontados 7%, por conta de impurezas como areia e lama.

“Esse dinheiro é dividido de forma igual entre as cooperativas. Elas retiram apenas uma porcentagem para despesas de manutenção e o resto é distribuído com os cooperativados que trabalharam na coleta”, garante José Jorge Lopes, que aproveita para fazer um apelo ao governo municipal. “Acho que as cooperativas deveriam receber uma porcentagem do que a Limpurb economiza, pois ela teria de contratar um grande número de garis para fazer essa coleta. Além disso, se esse lixo não fosse recolhido pelos catadores, iria parar no aterro sanitário, onde contribuiria para degradar o meio ambiente”, reflete.

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