SALVADOR
Voluntários ajudam a apreender madeira ilegal

A apreensão de cerca de 100 toros de paraju, dentro do Parque Nacional do Monte Pascoal (ParNa Monte Pascoal), no município de Porto Seguro (a 740 km de Salvador no extremo sul), expôs mais uma vez a necessidade de o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) reforçar a equipe e os equipamentos de fiscalização das áreas nacionais de preservação. A equipe do parque é reduzida só a mim. Conto com os agentes voluntários, os índios pataxós da aldeia do Pé do Monte, desabafou Milene Maia Oberlaender, chefe do ParNa.
O material apreendido foi encaminhado a sede do Parque Nacional, e o caminhão, placa BWD-8338, propriedade de Divino Pereira da Silva, está retido no posto da Polícia Rodoviária Federal, em Itamaraju. O caminhão estava atolado, em uma das duas saídas do parque, após uma denúncia anônima. De acordo com Milene Oberlaender, quase toda a madeira que está saindo irregularmente, não só do Monte Pascoal, mas também de outras áreas de preservação, está sendo utilizada na produção de artesanato.
No final de outubro deste ano, uma equipe do Ibama, com apoio da Polícia Rodoviária Federal, descobriu vários pontos de desmate dentro do Parque Nacional do Descobrimento, no município de Prado. A madeira também estava sendo extraída para a produção de artesanato. No mesmo dia, foram fechadas duas fabriquetas no distrito de Palmares, também em Prado, que produziam peças artesanais com madeira nativa.
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