Busca interna do iBahia
HOME > bahia > SALVADOR

SALVADOR

Xavier estranha indiferença de israelenses

A Tarde On Line
Por A Tarde On Line

Até a última sexta-feira, foram contabilizadas pelo menos 1.181 vítimas no Líbano e outras 157 em Israel, o que indicava que as chances de alguém que vivia do lado sul da fronteira ser vitimado era 7,5 vezes menor que dos habitantes do outro lado da fronteira. Apenas para efeito de comparação, somente na primeira das três ondas de ataques promovidos pelo PCC, em maio passado, 128 pessoas morreram em São Paulo.



Xavier, que conheceu de perto as duas realidades, ainda "prefere" a violência made in Brasil. "Quem vive aqui há muito tempo diz que, estatisticamente, é mais fácil sofrer assalto ou seqüestro no Brasil que ser vítima de um foguete ou de um homem-bomba em Israel. Mas mesmo em São Paulo, durante toda aquela confusão do PCC, eu me sentia seguro em casa. Aqui pode explodir uma bomba a qualquer momento, em qualquer lugar", compara o jogador, que atuava no Corinthians, na época dos ataques.



No dia em que o PCC agiu pela primeira vez, Xavier viu a rua Cantagalo, no Tatuapé, um dos mais badalados pontos de agitação da noite paulistana, ficar completamente deserta. Em Haifa, ele ouviu o barulho das sirenes, acionadas automaticamente três minutos antes de os mísseis lançados pelo inimigo atingirem o solo, presenciou policiais nas ruas, com mega-fones em punho, orientando os cidadãos a procurar abrigo e notou que supermercados não permitem que as pessoas entrem com sacolas ou mochilas, como medida preventiva contra homens-bomba.



Nada disso, porém, pareceu mais estranho a Xavier do que a indiferença dos israelenses diante dos constantes ataques. “Um dia estávamos almoçando e ouvimos uma explosão. Eu larguei o garfo na hora, mas o pessoal continuou comendo. Disseram que os mísseis tinham sido lançados em outra cidade, a 10km de distância e que não chegariam até onde estávamos”, lembra. “Em Tel-Aviv, a praia estava sempre lotada, só sabia da guerra quem ligasse a TV. Eu não sei se teria a mesma tranqüilidade se morasse em Salvador e soubesse que havia um conflito desse porte em Feira de Santana”, ressalta.



Se Xavier estranha o comportamento dos israelenses, seus amigos no Brasil também não se conformam com o fato de que ele não só insista em permanecer no Oriente Médio, como ainda queira levar mulher e filha para o olho do furacão. “De vez em quando encontro alguém no messenger que me diz coisas como ‘o que é que você está fazendo aí, cara? Volte logo, senão você vai morrer’.



AN

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Google Noticias Siga o A TARDE no Google Noticias

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no Email

Relacionadas

Mais lidas