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BNDES envia R$ 7,2 milhões para proteger o litoral baiano

BNDES financia iniciativa para proteger recifes e fortalecer economia no sul da Bahia e ES

Iarla Queiroz
Por
| Atualizada em
Prado-BA
Prado-BA - Foto: Reprodução / Wikimedia

Um novo investimento milionário promete mexer com o futuro dos corais no Brasil — e impactar diretamente o litoral baiano. O BNDES aprovou R$ 7,2 milhões para um projeto que pretende fortalecer a conservação marinha na região de Abrolhos-Trindade.

A iniciativa, chamada Abrolhos-Trindade + Resiliente, será executada pela Conservação Internacional – Brasil, organização parceira do BNDES na gestão de projetos ambientais, e conta com investimento total de R$ 14,4 milhões. A entidade atua em iniciativas de restauração florestal, proteção da biodiversidade e desenvolvimento sustentável, com foco também na geração de renda em regiões estratégicas.

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Corais no centro da estratégia

Com duração de três anos, o projeto mira uma das áreas mais ricas em biodiversidade marinha do Atlântico Sul, que abrange o sul da Bahia até o litoral do Espírito Santo.

A proposta combina pesquisa científica, planejamento costeiro e incentivo a atividades sustentáveis, como turismo e pesca artesanal. Um dos focos é ampliar o mapeamento de habitats marinhos ainda pouco estudados, ajudando a orientar políticas públicas e respostas às mudanças climáticas.

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Pressão crescente sobre os recifes

A região de Abrolhos-Trindade enfrenta desafios cada vez maiores. Entre eles estão a sobrepesca, o turismo desordenado, a poluição e os efeitos do aquecimento das águas, que têm provocado o branqueamento dos corais.

Diante desse cenário, o projeto aposta em um modelo integrado que une preservação ambiental e desenvolvimento local.

Bahia como área estratégica

No sul da Bahia, as ações vão se concentrar em áreas como as reservas extrativistas de Corumbau, Cassurubá e Canavieiras.

A ideia é organizar melhor o turismo dentro das unidades de conservação, fortalecer cadeias produtivas e incentivar atividades de baixo impacto, como o turismo de base comunitária e a produção de algas marinhas.

Além da preservação, a expectativa é gerar renda e reduzir a pressão sobre os recifes.

Impacto direto nas comunidades

O projeto também tem um forte recorte social. Cerca de 725 pessoas devem ser beneficiadas diretamente nas áreas atendidas, além da capacitação de aproximadamente 100 moradores.

A iniciativa prevê ainda apoio a cerca de 100 pequenos negócios locais ligados ao turismo sustentável e à sociobiodiversidade marinha.

Ciência e conservação no Espírito Santo

Já no Espírito Santo, o foco será ampliar o conhecimento científico, especialmente sobre corais de profundidade na cadeia Vitória-Trindade — uma área ainda pouco explorada.

A proposta é inserir o estado em uma agenda estratégica de pesquisa e conservação da biodiversidade marinha.

Monitoramento e proteção

Entre os resultados esperados estão o monitoramento de 183 quilômetros de litoral, o apoio a seis unidades de conservação e a criação de planos de manejo para garantir o uso sustentável dessas áreas.

O projeto também se apoia no conceito de “economia azul”, que busca aliar crescimento econômico à preservação dos oceanos.

A iniciativa faz parte do programa BNDES Corais, considerada a maior ação do país voltada exclusivamente à proteção e recuperação de recifes.

O que está por trás do projeto

O financiamento vem do Fundo Socioambiental do BNDES e integra a chamada pública BNDES Corais, voltada para monitoramento científico, restauração ecológica e incentivo a atividades sustentáveis ligadas aos recifes.

A iniciativa também dialoga com o BNDES Azul, programa que busca estimular o uso sustentável dos recursos marinhos e costeiros no Brasil, dentro da chamada “Amazônia Azul”.

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