BAHIA
Comissão ouve vítimas e testemunhas sobre assédio em universidade


Professores e alunos arrolados como testemunhas e as vítimas de assédio sexual e moral denunciados no campus XVIII da Universidade Estadual da Bahia (Uneb), em Eunápolis (a 650 km de Salvador), são ouvidos desde ontem pela comissão do processo administrativo disciplinar (PAD) instaurado para apurar os fatos.
A estadia da comissão em Eunápolis termina hoje, quando as vítimas e as testemunhas serão ouvidas, somando 20 depoimentos acerca do comportamento do professor Alex Sandro Macedo Almeida.
As acusações contra o professor, feitas por estudantes e docentes, começaram a circular no espaço da universidade e nas redes sociais em junho deste ano. Segundo a vice-coordenadora do Diretório Acadêmico Roda Viva, do curso de História, Cíntia Lima, criticou o comportamento do professor e ressaltou a importância “de as mulheres assediadas saírem do silêncio e denunciar”, disse ela, que coordena o movimento que denunciou os casos junto à reitoria da universidade.
Pesa, também, contra o professor Macedo Almeida outra acusação quando era aluno do programa de pós-graduação em ciências sociais da Universidade Federal da Bahia (Ufba), em 2010, e teria agredido uma ex-colega, hoje também professora universitária, que foi agarrada e beijada.
Processo
De acordo com o reitor da Uneb, José Bites de Carvalho, o trabalho deve ser concluído em janeiro de 2017. O relatório final será encaminhado para o reitor, a quem cabe tomar a decisão final. “Caso comprovado, serão penalizados os responsáveis por qualquer ato ilícito ou criminoso”, afirmou Bites.
O professor de sociologia, que está afastado desde o mês de outubro, tem negado as acusações. Ontem, a reportagem tentou contato com ele, sem êxito.