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BARRA DO JACUÍPE

Comunidade denuncia crimes ambientais e avanço de máquinas

Intervenções estariam sendo realizadas sem devido licenciamento

Rodrigo Tardio
Por
Movimentação de tratores na faixa de areia estariam alterando topografia de área protegida por lei
Movimentação de tratores na faixa de areia estariam alterando topografia de área protegida por lei - Foto: Cidadão Repórter

A orla de Barra do Jacuípe, um dos destinos turísticos do Litoral Norte de Camaçari, voltou a ser cenário de conflitos ambientais nesta semana. Moradores do Condomínio Aldeias do Jacuípe denunciam que intervenções recentes, envolvendo maquinário pesado para remoção de vegetação e nivelamento de dunas, estão sendo realizadas sem o devido licenciamento, colocando em risco o ecossistema local.

A movimentação de tratores na faixa de areia teria ocorrido nas últimas semanas, alterando a topografia de uma área protegida por lei. De acordo com os relatos, a supressão da vegetação de restinga, fundamental para impedir o avanço da maré e proteger a biodiversidade, compromete também as áreas de desova de tartarugas marinhas, monitoradas por projetos de conservação na região.

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Histórico de conflitos

O episódio não é isolado. Em outubro do ano passado, a mesma localidade foi alvo de uma tentativa de privatização irregular. Na ocasião, um homem que alegava ser proprietário do terreno cercou um acesso público à praia com placas de zinco.

A intervenção foi barrada pela Superintendência de Ordenamento e Fiscalização do Solo (Suofis), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur) de Camaçari.

Naquela fiscalização, ficou comprovado que o cercamento ocorria em uma servidão de passagem prevista no Plano Diretor Municipal. O órgão reforçou, à época, que a titularidade privada da terra não concede salvo-conduto para intervenções à margem da lei.

"Qualquer tipo de edificação ou cercamento está sujeito à obtenção prévia de licenciamento urbanístico e ambiental", dizia a nota técnica da prefeitura.

Imagem ilustrativa da imagem Comunidade denuncia crimes ambientais e avanço de máquinas
Foto: Cidadão Repórter

Danos irreversíveis

Apesar da intervenção anterior do poder público, a comunidade afirma que a ausência de uma fiscalização preventiva contínua tem encorajado novas investidas. A preocupação agora é com a celeridade dos danos: enquanto o processo administrativo tramita, o impacto físico sobre as dunas pode se tornar irreversível.

"O que estamos vendo é uma escalada. Primeiro cercaram o acesso, agora estão movendo a terra", afirma um morador que preferiu não se identificar.

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Tags

barra do jacuípe camaçari conflitos ambientais preservação de ecossistemas

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