BAHIA
Embaixador anuncia empréstimo para a Bahia


O embaixador da União Europeia (UE) no Brasil, João Cravinho, garantiu o empréstimo de 200 milhões de dólares do bloco econômico para a Bahia, com o objetivo de ajudar na recuperação de estradas rurais em municípios do interior do estado.
O crédito bonificado (com taxas de juros reduzidas), de acordo com Cravinho, depende apenas de questões técnicas para ser transferido aos cofres estaduais.
O acerto sobre o empréstimo foi concluído na tarde desta segunda-feira, 6, na Governadoria, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em agenda oficial com o governador Rui Costa.
De acordo com o diplomata português, três mil quilômetros de malha rodoviária serão beneficiados com as obras. A ideia, contou, é garantir que a agricultura familiar tenha como fazer a produção chegar até o consumidor com custos mais baixos.
“Creio que é algo que pode ter impacto bastante significativo na qualidade de vida das populações”, avaliou o embaixador europeu.
“É basicamente para resolver um problema de má conectividade da agricultura familiar à rede de estradas estaduais, pois um dos problemas da agricultura familiar, composta por cerca de 700 mil famílias aqui na Bahia, é fazer com que esses produtos cheguem a grandes mercados”, detalhou.
Pacto pela Vida
No encontro desta segunda com o governador Rui Costa, João Cravinho ainda tratou de questões como o projeto social Semear Ciência, há três anos patrocinado pela União Europeia dentro do programa Pacto pela Vida. São, ao todo, 400 mil euros investidos.
O potencial do estado para produção de energias renováveis, como eólica e solar, também foi elogiado pelo visitante.
“Talvez mais do que qualquer outro estado do Brasil nas áreas solar e eólica, a Bahia tem potencial tremendo”, afirmou o diplomata ao A TARDE.
“A Bahia já tem produção, mas ainda está muito longe de encerrar o potencial. E, para nós da União Europeia, isso é muito importante, porque é com a ampliação da produção dessas energias que podemos combater as mudanças climáticas no mundo”, argumentou João Cravinho.