ITABUNA
Homem é agredido com socos; suspeito persegue esposa da vítima
A agressão recente ocorreu quando o casal estava na porta de uma loja


Um homem foi agredido com socos e pontapés na última quinta-feira, 11, no centro da cidade Itabuna, no sul da Bahia. Ele foi atacado um homem que é suspeito de perseguir a esposa da vítima, a criadora de conteúdo Esther Vasconcelos, há sete anos.
Segundo o G1, a agressão recente ocorreu quando o casal estava na porta de uma loja. Ele se aproxima e profere ofensas aos dois.
"Ela é minha mulher. Qual é a cor da sua pele, seu branquelo? Seu macaco!", dizia o homem enquanto agredia o parceiro da influenciadora.O
O marido da jovem tentou reagir com um capacete nas mãos. O casal prestou queixa na delegacia e depois foi à uma unidade de saúde, já que o pé da vítima ficou inchado.
Segundo Esther, a perseguição teve início em 2017. "Eu tinha que passar pela ponte, voltar do trabalho, e ele pediu para ficar comigo. Puxou meu braço e eu mandei ele 'se respeitar'. Eu tinha 15 anos na época", relatou a jovem em 2021, quando tornou o caso público.
Histórico
Em julho de 2021, o suspeito foi preso por descumprir a medida protetiva e se aproximar de Esther. À época, ao menos quatro boletins de ocorrência haviam sido registrados na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), de Itabuna.
Um dos registros se referia a "Lei de Stalking", definida como perseguição reiterada, por qualquer meio, como a internet (cyberstalking), que ameaça a integridade física e psicológica de alguém, interferindo na liberdade e na privacidade da vítima.
O homem está solto, mas não há detalhes de quando ele teve a soltura concedida.
Conforme apurado pela TV Santa Cruz, afiliada da TV Bahia na região, a delegacia responsável pelo caso instaurou um novo inquérito após o marido de Esther ter sido agredido. Será solicitada uma perícia de sanidade para avaliar se o agressor tem ou não problemas mentais.
O juiz Murilo Staut, que acompanha o processo de descumprimento de medida protetiva, informou que já existiu uma atestado que aponta insanidade, porém disse que houve um atraso na ação penal porque o resultado do laudo psiquiátrico ainda não estava pronto.
Segundo o juiz, foi determinado que um primo de suspeito levasse ele para tratamento no Centro de Ação Psicossocial (Caps), mas isso não ocorreu.
A posição da Justiça é de que o agressor não foi internado porque o processo por descumprimento da medida é considerado um crime leve, que não demanda internação. Agora, com a ocorrência e o registro de uma agressão física, o homem pode ser internado em um hospital de Salvador.