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Mutirão combate o racismo e intolerância religiosa na Estação da Lapa

Defensoria da Bahia e Polícia Civil vão oferecer acolhimento psicossocial, registro de ocorrências e orientação jurídica

Redação
Por Redação
Defensoria realizou mutirão no último domingo, 20, no Quilombo Pitanga dos Palmares Caipora, em Simões Filho
Defensoria realizou mutirão no último domingo, 20, no Quilombo Pitanga dos Palmares Caipora, em Simões Filho -

Nos próximos dias 29 e 30 de julho, vítimas de racismo e intolerância religiosa poderão ter acesso prioritário à justiça através do mutirão conjunto da Defensoria Pública da Bahia (DPE/BA) e da Polícia Civil, que acontece na Estação da Lapa, em Salvador.

A iniciativa é motivada pelo cenário de violência racista registrado no país e, especialmente, na Bahia. De acordo com dados do Disque 100, entre 2023 e 2024, o estado registrou um aumento de 107,1% nas denúncias, percentual superior à média nacional (103,9%).

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Durante os dois dias do Mutirão de Atendimento às Vítimas de Racismo e de Intolerância Religiosa, as instituições vão oferecer acolhimento psicossocial, registro de ocorrências (BO), oitiva de vítimas e testemunhas, além de orientação jurídica às pessoas interessadas.

A ação, promovida pelo Núcleo de Equidade Racial da DPE/BA (NER) e Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa (DECRIN), vai acontecer das 8h às 16h.

De acordo com a coordenadora do NER, Raquel Malta, a proposta de realização do evento surgiu a partir da aproximação entre as instituições para estreitamento dos laços e união de esforços para combater o racismo e a intolerância religiosa no estado.

“A atuação da Defensoria e da DECRIN necessitam ser mais conhecidas pelo público baiano, em especial, o soteropolitano, a fim de que possam se valer dos serviços prestados às vítimas”, destacou a defensora pública.

Sem cargos para racistas

De acordo com a Lei 7.716/89, que estabelece os crimes de racismo, a vítima deve ser acompanhada por advogado(a) ou defensor(a) público(a) em todos os atos processuais cíveis ou criminais.

Além de representar a vítima, a Defensoria da Bahia, por intermédio do Núcleo de Equidade Racial, pode apresentar notícia-crime, desempenhar função de assistente de acusação e requerer a aplicação da Lei 14.631/2023, que veda a nomeação de pessoas condenadas por racismo a cargos públicos.

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Nos dois dias do Mutirão de Atendimento às Vítimas de Racismo e de Intolerância Religiosa, as pessoas interessadas serão atendidas por ordem de chegada. Além de documentos de identificação, é necessário apresentar comprovante de residência; Boletim de Ocorrência (caso já tenha registrado); provas do ocorrido, como fotografias, filmagens e prints; e durante o atendimento indicar testemunhas do crime sofrido.

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Tags

Defensoria Pública da Bahia Estação da Lapa intolerância religiosa mutirão contra racismo Polícia Civil

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