TRAJETÓRIA
O papel de Jacob Lauck na emancipação de Luís Eduardo Magalhães
Com antigo nome, Mimoso do Oeste se consolidou como 5ª maior economia da Bahia


A história de Luís Eduardo Magalhães (LEM), oeste da Bahia, é um dos capítulos mais dinâmicos do urbanismo e do agronegócio brasileiro.
Localizado no Extremo Oeste baiano, o município — que se emancipou de Barreiras em 30 de março de 2000 — saltou de um pacato entroncamento rodoviário conhecido como Mimoso do Oeste para consolidar-se como a 5ª maior economia da Bahia.
No cerne dessa metamorfose, a trajetória do produtor rural e empreendedor imobiliário Jacob Lauck confunde-se com o próprio desenho de expansão da cidade.
Pioneirismo
Quando Jacob Lauck desembarcou na região em 25 de julho de 1984, acompanhado dos pais e sete irmãos, o cenário era dominado pela vegetação nativa do Cerrado e por uma infraestrutura quase nula.
O então "Loteamento Rancho Grande" resumia-se a um posto de combustível à beira da BR-020, uma pensão para caminhoneiros e poucas casas ao redor.
Piloto agrícola de formação, Lauck utilizava as próprias ruas de terra batida do incipiente povoado como pista de pouso para cruzar e desbravar as fazendas da região.
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Relatos históricos apontam que sua aeronave frequentemente pernoitava no exato quadrante central onde hoje funciona a agência do Banco do Brasil. Sob o selo do Grupo Paraíso, a família deu início à abertura de áreas agrícolas em São Desidério e Barreiras, além de estruturar os primeiros estabelecimentos comerciais que abasteceriam a futura cidade.
Do loteamento ao planejamento urbano
Diferente de polos que contaram com forte planejamento estatal prévio, a ocupação urbana de Luís Eduardo Magalhães foi fortemente impulsionada pela iniciativa privada e por produtores que enxergaram o potencial imobiliário atrelado ao boom da soja, do algodão e do milho.
À medida que novas empresas de beneficiamento e insumos agrícolas chegavam — atraídas pelo potencial da fronteira do MATOPIBA —, Jacob Lauck liderou a transição da atividade exclusivamente rural para o desenvolvimento urbano.
Através da fundação da Paraíso Empreendimentos Imobiliários, adquiriu terras estratégicas situadas entre a BR-020 e o Rio das Pedras. O principal marco dessa iniciativa foi o desenho e a consolidação do Jardim Paraíso, projetado para se tornar o vetor de alta valorização e o bairro nobre do município.
Mais tarde, a experiência prática na ocupação do solo levou Lauck a ocupar o cargo de Secretário de Planejamento de Luís Eduardo Magalhães, período no qual buscou ordenar o crescimento de uma cidade cuja expansão habitacional e demográfica rotineiramente superava os índices nacionais.
Estatísticas de crescimento
Avaliado em mais de R$ 6,2 bilhões, figurando como o maior exportador do estado da Bahia em volume de participação (superando 16%).
O município abriga hoje dezenas de loteamentos que cobrem o perímetro urbano, impulsionados pela dinâmica comercial de pagamentos anuais atrelados ao calendário das safras.
Consolidação no cenário Imobiliário
O impacto de sua atuação reverbera até os dias atuais. Em reconhecimento às mais de quatro décadas de contribuição ao desenvolvimento do município e à estruturação do mercado imobiliário do Oeste da Bahia, Jacob Lauck foi condecorado com o Título de Cidadão Luiseduardense pela Câmara de Vereadores.
Além disso, a liderança histórica na transformação de fazendas em bairros planejados o levou a ser homenageado como paraninfo da turma de novos corretores do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CRECI-BA) no início de 2026.
A expansão de Luís Eduardo Magalhães permanece acelerada, sustentada pelos recordes de produtividade no campo, pelas feiras de negócios como a Bahia Farm Show e por um mercado imobiliário que nasceu da visão de pioneiros que, como Lauck, olharam para as margens poeirentas da rodovia e projetaram uma metrópole do agronegócio.


