BAHIA
“Pesquisas na saúde, educação e agricultura familiar são prioridades"
Titular da Secti, André Joazeiro exemplifica etapas do projeto de estruturação da política da pasta na Bahia


À frente da pasta de Ciências, Tecnologia e Inovação da Bahia há 60 dias, o secretário André Joazeiro conhece bastante o setor. Ele participou do processo de estruturação da política de C&T do estado e defende os avanços obtidos nos últimos anos na área. Em entrevista exclusiva ao A Tarde, Joazeiro diz que a meta de sua passagem pelo órgão é ”levar a política de ciência e tecnologia para dentro das empresas” e destaca que pesquisas ”na saúde, educação e agricultura familiar são prioridades do governo” estadual. Confira:
André, sua gestão começou há 60 dias à frente da SECTI do estado. Pouco tempo ainda. Que diagnóstico você faz do trabalho da secretaria e do setor?
Estou há 60 dias nessa rodada, mas eu trabalhei na SECTI, fui pesquisador da FAPESB, bolsista há 20 anos. Comecei no ramo da ciência e inovação há 20 anos e ajudei os projetistas do parque tecnológico da Bahia, ainda com Rafael Lucchesi, secretário. Continuei no governo Wagner por dois anos na Secretaria de Ciência e Tecnologia, e no final no governo Wagner, eu fui para a Secretaria de Indústria e Comércio, onde também o tema era científico e tecnológico, aí no viés da empresa, também foi pauta da minha secretaria. Então, não é um tema que para mim é novo.
Então, é uma coisa que eu conhecia bastante, mas de fato, eu fiquei um tempo longe, eu saí da indústria e do comércio há 8 anos, e fiquei fora do governo por esse período, então muita coisa acontece no setor de desenvolvimento científico. Então, eu posso fazer um diagnóstico hoje olhando o que a gente tinha planejado desde o início do governo Wagner até agora, no final do governo Rui, que muita coisa foi feita. A gente conseguiu avançar muito, é um setor que precisa de tempo para amadurecer, não é uma coisa que você faz do dia para a noite. Aumentar uma base, a densidade do seu ambiente de ciência e tecnologia, mas muita coisa aconteceu. Se você der uma olhada na última pesquisa, no ranking de competitividade da Bahia, que é realizada pelo Centro de Centro de Liderança Pública, elaborado pela Tendências Consultoria Integrada, a Bahia aumentou, avançou 11 posições no ranking entre 2019 e 2022. Grandes avanços, uma experiência grande, então a gente está crescendo mais do que os outros estados, porque é uma pesquisa comparativa.
Quando você avança posições no ranking, quer dizer que você está fazendo melhor do que os outros. Adélia e Mara que me antecederam tiveram um excelente trabalho com as universidades e o centro de pesquisa. Avançaram muito, está muito organizado, montaram rede, qualificaram os editais da FAPESB, fizeram uma conferência para políticas de C&T, e a partir disso montaram os editais da FAPESB. E eu estou chegando para tentar avançar um pouco, dar um passo adiante na direção das empresas. É um setor que a gente precisa trazer mais para o movimento científico. Porque o governo não faz nada sozinho, não faz ciência sozinho. Precisa das universidades, das ICTs e das empresas pesquisando. Senão, a gente não consegue.
O que você pretende colocar como prioridade nessa sua passagem pela Secretaria de novo?
Então, na verdade são três prioridades. Não vou falar de uma, vou falar de três. Eu tenho um perfil... Eu trabalhei na indústria e comércio por 6 anos, que hoje é a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, desenvolvi muita relação no setor, então eu estou vindo para tentar levar essa política de C&T para dentro das empresas também. Trazer como parceiros para o desenvolvimento tecnológico. Isso é uma das minhas missões. Uma das outras prioridades é a interiorização. É levar essa política que está hoje concentrada na região metropolitana, para outros territórios da Bahia. Isso até pela minha formação, eu sou arquiteto e urbanista, e tenho mestrado em planejamento urbano e regional, então, planejamento regional está na minha veia, e eu não vou conseguir sair daqui sem deixar na política de C&T uma direção forte de interiorização para desenvolvimento do estado. E a terceira coisa é investir em pesquisa que tenha um retorno direto para a sociedade.
E aí o governador Rui Costa deu uma orientação de que as pesquisas nos setores de saúde, educação e agricultura, e aí o foco em agricultura familiar, são prioridades do governo. Não quer dizer que outras pesquisas não serão feitas, agora são prioridades do governo. Pesquisa que dá retorno social.
A pandemia mostrou que a internet é uma das principais demandas das cidades brasileiras. Sobretudo, para as zonas rurais. A Secretaria tem alguma ação no sentido de levar internet e fazer esse avanço tecnológico para as áreas mais distantes das sedes dos municípios?
Nós temos 2 programas. Quer dizer, tínhamos 1 programa que, na verdade, se ramifica. A gente tem o Conecta Bahia. O Conecta Bahia não é um programa de infraestrutura. É um programa de gratuidade. Isso é uma questão importante. Porque infraestrutura a Oi leva, a Claro leva, a Tim leva. Enfim, várias operadoras podem levar infraestrutura. Mas a gratuidade faz a diferença. Porque a população nessas cidades do interior da Bahia não tem dinheiro para pagar esse pacote de dados, e aí fica para trás. Não tem acesso aos serviços, a informação, a telecomunicações que estão ali disponíveis para quem pode pagar um pacote de dados. Então, a marca do nosso programa é gratuidade. Essa gratuidade, principalmente quando você vai para zona rural, a gente já tem 30 distritos em projeto piloto, em um programa chamado Conecta Bahia Rural. Eu não vou dar spoiler hoje, porque eu estou lançando-o na terça-feira, e vou convidar vocês para o lançamento do nosso programa Conecta Bahia Rural. Mas nós fizemos 30 distritos como piloto. Quando você chega em um distrito desses que leva internet gratuita, você reduz desigualdades sociais, porque quando você leva só a infraestrutura e quem pode pagar tem acesso aos serviços e à informação, e quem não pode pagar fica de fora, você está aumentando desigualdade naquele local. Se você leva gratuidade através do Conecta Bahia nas praças públicas, Wi-Fi de qualidade, melhor do que a maioria dos baianos têm nas suas casas, mesmo quem pode pagar não vai ter nessa velocidade que a gente consegue colocar na praça, um acesso para 250 pessoas simultaneamente, e conteúdo dentro dessa conectividade. Isso é mais importante ou tão importante quanto você só levar a possibilidade do acesso à internet.
Então, com o acesso, a pessoa está lá, ela não precisa mais ir na sede, ela usa para telecomunicações, ligam para seus filhos que saíram para São Paulo, para o distrito vizinho, conseguem falar e conseguem ver os seus familiares naquela ligação, que é uma questão importante. Mas também tem o saque digital que fica na internet. A gente está montando projetos de telemedicina junto com a Secretaria da Saúde, desenvolvendo nosso parque tecnológico para levar atendimento ao distrito. Principalmente o primeiro atendimento, o de triagem que vai deixar uma requisição de exames que a gente consegue mandar pelo celular, assinada digitalmente, evita que esse paciente esteja na fila das clínicas e hospitais lá na sede do distrito, ele tem uma dificuldade de locomoção, ele tem que sair até um distrito vizinho, pegar um transporte, ficar na fila para ser atendido. Enquanto ele pode ser atendido pelo celular, receber a requisição, e aí sim, com o exame na mão, se for necessário, voltar e ser atendido na unidade de saúde. A gente espera com isso tirar 30% das pessoas da fila da saúde. É uma estimativa inicial.
A gente tem possibilidade de educação com o EAD, a gente viu aí durante a pandemia que é possível estudar em casa se você tem uma trilha de educação bem formulada. Lançamos na quarta-feira a assistência técnica rural, que agiliza o atendimento, reduz muito o custo do estado de atendimento. Você imagina que um técnico tem que sair, pegar um carro, tem o custo do carro, custo do combustível, tempo que ele leva para chegar na comunidade rural para levar uma informação, levar o atendimento, colher uma informação. Quando a pessoa pode tirar uma foto da planta, da praga e o sistema já reconhece que praga é aquela, que planta é aquela, e já indica qual é o tratamento, qual é o procedimento que o agricultor tem que tomar para cuidar da praga. Ele mostra quando é que você precisa vacinar seu rebanho. Enfim. Uma série de serviços que você pode levar pelo celular quando a internet chega. Então, não é só você levar internet, é você levar também serviço do estado mais eficiente, mais rápido e com menor custo a partir da conexão. Então, esse é um projeto que está sendo lançado na quarta, já está sendo testado em 30 distritos, mas ele vai ser bastante ampliado.
Então nos adiante alguma informação sobre esse lançamento,..
Vamos lá. Para eu não dizer tudo, o programa do Conecta Bahia Rural está aproveitando a rede do IRDEB que já é de uma capilaridade imensa, que chega em todos os distritos praticamente, todos os municípios da Bahia. Ele vai levar o 5G que o Governo Federal só está oferecendo até 2023 nas capitais e principalmente nos bairros ricos das capitais, para quem pode pagar pelo serviço. E nós vamos tirar isso via rede de fibra óptica, conectar com nossas torres do IRDEB e fazer via LTE. Então, esse 5G vai chegar no distrito com a mesma qualidade que chega aqui em Salvador já no ano que vem. A gente vai ter mais ou menos 300 unidades teste já com essa tecnologia até o final do ano, até dezembro. E ano que vem está colocado no PPA mais mil unidades. Esse ano teremos 675 com mais mil do ano que vem, estamos chegando a 1675 unidades no final do próximo ano.
Secretário, o parque tecnológico da Bahia completou 10 anos agora no dia 19 e a gente viu uma série de críticas da oposição de que o equipamento não avançou como deveria. O que o parque tecnológico oferece de serviço, oportunidades e possibilidades, inclusive para quem está querendo empreender e avançar no setor?
Eu vejo que quem está fazendo esse tipo de crítica conhece pouco da história, conhece pouco do que está acontecendo no parque tecnológico. Só para lembrar a oposição, o parque tecnológico começa com duas emendas em dois anos consecutivos do senador Walter Pinheiro ainda no governo Paulo Souto. Essas duas emendas não foram executadas nem em um tijolo, um bloco, não fizeram nada durante esse tempo que tiveram emenda sob sua gestão. E mostra que o compromisso do então deputado não era um compromisso político com o grupo, era um compromisso com o estado. Ele colocou muitos milhões, acho que R$30 milhões na primeira, R$15 milhões na segunda, em torno de R$45 milhões de emenda para Paulo Souto que não foi executada. Esse projeto chega para o governo Wagner embargado pelo Ministério Público, e aí se inicia uma negociação para revisar o projeto, melhorar a qualidade ambiental dele, isso leva um ano até sair um TAC, e aí sim começa a desenvolver o projeto final a partir dessas mudanças solicitadas pelo MP e Wagner consegue construir esse empreendimento. Primeiro, a infraestrutura. São 580 mil metros quadrados de área. Isso é um Itaigara, para você ter uma noção do que é o empreendimento. E o primeiro prédio também com emendas de Walter Pinheiro, mas já aí no governo Wagner, ele também é construído nessa gestão. O prédio não é para ser casa de ninguém. Ele é um prédio para ser incubadora de empresas. Incubadora não de empresa nascente só. Uma empresa estrangeira que quer vir para a Bahia. Até que ela construa sua sede própria, ela precisa ter onde ficar para começar a pesquisar.
Então, a gente oferece o parque tecnológico como espaço temporário de ocupação e desenvolvimento de pesquisa. O parque tecnológico tem 2/3 das áreas privadas. Então, o tempo que essa empresa está no tecnocentro ocupando e pesquisando é o tempo que ela tem de adquirir um lote, fazer seu licenciamento, construir seu prédio e se mudar. Não dá para a pessoa achar que o estado vai ser promotor de imóvel permanente de empresa alguma. Não é função do estado fazer isso. Então, aquilo ali é um espaço de convivência, dinamizador dessas relações da empresa, e ela tem que sair dali em algum tempo. E já passaram por lá muitas empresas. As críticas eu vejo, com muita falta de entendimento, são de quem cobra a IBM ter saído, por exemplo, do parque tecnológico. Não que a IBM não seja uma empresa importante, é uma empresa importante, é uma grife, mas eu prefiro o Cidacs que está hoje aqui com a saída da IBM e que tem 170 pesquisadores, muitos deles com a densidade de pesquisa incrível, top nacional, tem pesquisador internacional na rede. Talvez o maior banco de dados de pesquisa da saúde do planeta, não é da Bahia e nem do Brasil, é do planeta. E é procurado pelo Governo Federal para ser líder de um projeto de referência de dados para pesquisa da saúde no Brasil.
Então, a gente está saindo de uma grife, de uma marca, mas que fazia uma pesquisa... Era um call center com pesquisa de software que estava ali associada a uma intercorrência que acontecia nesse atendimento ao call center que empregava bastante, era importante para o estado, eu não estou diminuindo a importância da IBM, mas estou dizendo que o Cidacs ele é como densidade científica muito superior àquilo que a gente tinha antes.
Então, hoje eu tenho, além do Cidacs, 30 empresas incubadas de porte, universidades estão lá, o IFBA está lá com laboratório importante. Enfim. Então, hoje o parque tecnológico tem densidade. Segundo, o parque tecnológico não é só aquele espaço. O parque tecnológico foi uma estratégia do governo de interiorização, ele foi dinamizado em outros municípios. Então, a gente montou unidades, por exemplo, de espaços dinamizadores em 16 territórios e entidades dos 26 que estão previstos para serem entregues até o final do ano. Dezesseis já foram montados. A gente montou com o Cimatec em Camaçari, o governo doou 4 milhões de metros quadrados, nossa contribuição, nosso aporte para o Cimatec industrial. Estamos aportando mais 2 milhões de metros quadrados agora, negociando com o Cimatec. Fizemos um espaço na Ribeira, um espaço para pesquisas de águas. Precisava ser na Ribeira porque precisava ter acesso ao mar. Então, ele está atrás da Marina da Ribeira que também foi reformada pelo estado da Bahia. A gente fez um espaço no Pelourinho, o Instituto de Tecnologias Sociais. A gente fez um espaço grande ali do Cimatec que é um CVT junto com o IFBA lá em Camaçari, o maior do Nordeste, com 20 impressoras 3D, 5 scanners 3D, mais de 60 computadores, kit de robótica, kit de CNC, enfim. Um mega espaço de desenvolvimento tecnológico em Camaçari.
Ou seja, o parque tecnológico não é só aquele espaço. O parque tecnológico é a Bahia inteira para nós. São unidades do interior. Então, é toda uma estratégia do governo de interiorização. E naquele momento a gente preferiu. Em vez de fazer 16 territórios e entidades, eu poderia não ter ocupado 16 lotes do meu empreendimento do parque tecnológico daqui. Então, foi uma decisão do governador de levar primeiro ao interior, criar uma densidade lá, criar um embrião de parque tecnológico de espaço dinamizador lá na ponta do interior, e agora estamos voltando para fazer um do parque tecnológico da Bahia. Dez anos depois da inauguração. A gente tem, para você ter uma ideia, 4 novos prédios em discussão, 2 deles com dinheiro captado, um é o complexo do metaverso que a gente também deve trabalhar games e audiovisual, economia criativa, e um condomínio de biotecnologia, que a gente vai fazer a operação dele em parceria com a Fiocruz. Estamos discutindo para a Bahiagás, um centro de pesquisa no parque tecnológico, e uma aceleradora e um centro de capacitação com a FLEM. Por que esse centro de capacitação é importante? Porque hoje são 500 mil vagas de programador no Brasil e nenhuma empresa baiana consegue segurar um bom programador por muito tempo. O cara começa, acha outro emprego, trabalha para São Paulo, trabalha para o exterior, a partir da Bahia.
Então, está difícil segurar. Eu preciso aumentar minha quantidade de programadores disponíveis no mercado. Fizemos uma parceria com o Cimatec e essa parceria com a FLEM para montar uma trilha de capacitação a partir de nosso programa de capacitação chamado PROGRAMAÊ, é um funil. O PROGRAMAÊ tem 30 mil vagas, nós vamos identificar os melhores e vamos jogar em uma nova trilha de capacitação mais avançada até chegar em uma última trilha de capacitação que a gente vai fazer direcionada para aquela empresa que quer estar no parque tecnológico. Então, se você quer estar no parque tecnológico e vai ter 100 vagas, eu capacito 300 pessoas das suas 100 vagas e os melhores você contrata. Então, é uma parceria de mão dupla. A empresa tem que garantir que vai ter a vaga de emprego para eu poder chamar 300 profissionais e colocar lá.
Secretário, a gente fala muito hoje em dia sobre startups, o próprio parque tecnológico já abrigou diversas delas, mas falta um trabalho de convencimento maior junto aos empresários sobre os benefícios de se instalar uma empresa no parque tecnológico da Bahia?
Eu acho que não falta o convencimento. O que faz uma pessoa se mover para um empreendimento como o parque tecnológico? É a vontade de estar do lado de outros iguais, é o ambiente, o ecossistema todo. Então, o que a gente está tentando fazer agora é montar uma política de C&T, parte do planejamento, a política de C&T está sendo gestada, já houve a conferência, nós já temos as principais linhas, vamos discutir na Fecomércio, já tivemos duas reuniões e vamos reativar o conselho de ciência e tecnologia da FIEB que está parado há mais de 1 ano. Quando veio o primeiro, você vê o que aconteceu com o Cimatec. Veio a Ford, veio a Petrobras, por conta disso você desenvolve mais profissionais.
É uma roda que gira no sentido de você cada vez atrair mais. Como essa área industrial o Cimatec assumiu e nós estamos ajudando o Cimatec, o supercomputador lá foi investimento do governo, todo o espaço do Cimatec industrial foi investimento do governo, como a gente passou isso para lá, nós focamos a nossa política porque 90% das nossas empresas na Bahia são do setor de comércio e serviços micro e pequena, nós focamos nossa política no trabalho de C&T com o comércio e serviços. O que a gente vai fazer disso? Vamos tentar melhorar processos dessas empresas. Isso eu estou falando de micro e pequenas, pode ser desde uma padaria até a academia de ginástica, qualquer comércio e qualquer serviço que esteja precisando ser digitalizado.
Então, a gente vai investir na tecnologia, vai colocar ele no mercado digital. Às vezes um pequeno negócio não está nem no Instagram para se mostrar como vitrine e se vender, porque a pessoa não tem capacidade disso, se for muito pequeno. Então, a gente ajuda desde esse pequenininho que não tem Instagram até uma empresa que está precisando se organizar para vender no Mercado Livre, para entrar em uma plataforma mais robusta de vendas. A estrutura organizacional interna da empresa não está digitalizada, então a gente vai trazer tecnologia para isso. Então, o nosso foco agora nessa próxima rodada é com o setor de comércio e de serviços porque atende a 90% da nossa base de empresas.