BAHIA
Vencedor de concurso é leitor do A TARDE há 66 anos


"Em 1944, em Alagoinhas (BA), meu pai instalou a barraca O Jornaleiro, passando a ser vendedor e correspondente do A TARDE, proporcionando nossa sobrevivência e educação. Hoje, aos 74 anos de idade, ainda espero todo dia o exemplar do jornal que influenciou minha formação. O Jornaleiro ainda existe".
Este foi o relato vencedor do concurso 100 Anos de A TARDE, que premiou com um Ford EcoSport Freestyle 1.6, zero quilômetro, o aposentado Solon Barros Júnior, autor da frase. A premiação aconteceu na tarde de ontem, na concessionária Revisa, na Avenida Bonocô.
Participaram da entrega do prêmio o diretor-geral do Grupo A TARDE, André Blumberg, representantes do Grupo Revisa, que apoia a iniciativa, além de familiares do ganhador do veículo.
Ao receber a chave do carro das mãos de Blumberg, o bem humorado Solon, que mora em Alagoinhas (a 107 km de Salvador), disse estar honrado por receber a premiação e brincou: "Pretendo concorrer ainda no concurso do bicentenário".
O diretor-geral do Grupo A TARDE destacou que o concurso demonstrou que as pessoas acreditam no jornal. "É um veículo de comunicação com credibilidade. O concurso foi um sucesso, e a prova disso foi o expressivo número de inscritos. Agradecemos a todos os leitores pela participação e garantimos que outros concursos virão", disse.
O diretor do Grupo Revisa, Alexandre da Cunha Guedes, ressaltou a satisfação em participar da iniciativa. "Desde que tomei conhecimento da vida, eu já lia A TARDE. É um jornal de respeito e credibilidade", salientou.
Neto de Solon, Andrey Barros, 12 anos, disse que começou a ler o jornal aos 6 anos, influenciado pelo avô. "Gosto muito de estar bem informado. A parte de esportes é a minha favorita", contou.
História - O aposentado lembrou que começou a ler o A TARDE aos 8 anos de idade. "Meus irmãos e eu fomos educados lendo A TARDE. Era a partir da leitura diária que nós construíamos, e ainda construímos, nossa visão de mundo", destacou o bancário aposentado.
Segundo ele, o pai, Solon Barros, trabalhou como correspondente do A TARDE na sucursal de Alagoinhas, além de ser também vendedor. "Em 1944, ele abriu a banca de revistas e começou a vender o jornal na cidade. A TARDE era a fonte de nossa sobrevivência e educação".
Mesmo com a larga utilização da internet como fonte de informação nos dias de hoje, Solon defendeu que o jornal diário é insubstituível. "Todos os dias o jornaleiro vai à minha casa entregar o jornal, que é sinônimo de informação de qualidade".
A influência do períodico na família foi tanta que inspirou Salomão Barros, irmão de Solon, a tornar-se escritor. "Foi a partir da influência dos textos do A TARDE que meu irmão resolveu seguir a carreira de escritor", revelou.
O vencedor do concurso comentou, ainda, que esta relação vai muito além da leitura diária da publicação. Segundo ele, o jornal foi um dos principais responsáveis pela formação dele enquanto ser humano: "A TARDE é uma espécie de orientador, um norteador para uma sociedade melhor. Ler o jornal é um hábito que cultivo desde criança, e que levarei até o final dos meus dias".
Comemoração - O concurso é uma iniciativa do Grupo A TARDE em comemoração ao centenário do jornal, celebrado no dia 15 de outubro do ano passado. Foram mais de sete mil respostas para a pergunta "como o jornal A TARDE marcou a sua vida?". Os inscritos concorreram ao EcoSport prata, com ar-condicionado, direção hidráulica, vidros, travas e retrovisores elétricos, além de rodas de liga leve.
A TARDE integra um grupo seleto de periódicos centenários em atividade no País. No Nordeste, fazem parte deste grupo o Diário de Pernambuco, de Recife, fundado em 7 de novembro de 1825; o Mossoroense, de Mossoró, Rio Grande do Norte, criado em 1872; e A União, de João Pessoa, na Paraíba, que circula desde 2 de fevereiro de 1893.