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Vigilância apreende fitoterápicos em Eunápolis

Cristina Laura, da Sucursal Eunápolis
Por Cristina Laura, da Sucursal Eunápolis
| Atualizada em

Foram incinerados nesta segunda-feira, 14, pela manhã, no Centro de Controle de Zoonoses de Eunápolis (641Km der Salvador) os 414 remédios clandestinos vendidos como produtos “naturais” que foram apreendidos este mês pela Vigilância Sanitária da cidade. Enquanto faziam operação de fiscalização de venda de medicamentos em supermercados no Bairro Moisés Reis, os agentes da Vigilância encontraram oito homens vendendo os produtos pelas ruas do bairro.

“Os medicamentos estavam em um caminhão baú e com os vendedores nós encontramos também várias notas e boletos das vendas a prazo que eles fazem”, relatou o veterinário Eudes Mezzedini, que presenciou a apreensão. Como não têm poder de polícia, os agentes apreenderam todos os medicamentos e fizeram o termo de apreensão notificando as pessoas que comercializavam os produtos.

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Segundo o veterinário, houve reação verbal por parte dos vendedores que informaram serem do Ceará e manter na região três grupos de trabalho, cada um com oito pessoas.
“Eles têm estrutura montada no extremo sul há mais de seis meses e, mesmo sabendo que é proibido, acreditam que não há nenhum problema nisso”, afirma Mezzedini.

Os medicamentos, conhecidos como fitoterápicos são originários de três laboratórios cearenses, um deles sem problemas de registro “já que sugere que os produtos foram clonados, pois a situação de cadastro do laboratório não apresenta irregularidades”, como ressalta a representante da Vigilância Sanitária em Eunápolis, Maria Ceci Goerrieri.

Os medicamentos que estão em nome de Jordana Boaventura Lopes ME e Eudásio Fernandes Cezar ME, têm registro para fabricação de produtos alimentícios, chás e até cosméticos, sendo que nenhum está autorizado a produzir medicamentos. “O que está em nome de La Nura Indústria e Comércio parece ter sido clonado. Os documentos foram enviados à Divisa da Bahia que encaminhará à Divisa do Ceará onde os CNPJs deverão ser averiguados e os procedimentos feitos junto às empresas e a denúncia está sendo encaminhada ao Ministério da Saúde”, informa Maria Ceci.

Riscos - A representante da VigilÂncia Sanitária chama atenção pára o risco que esse tipo de atividade pode ter sobre a saúde da população, que “sem conhecimento, as pessoas acabam ingerindo medicamentos de origem duvidosa, automedicando-se o que piora ainda mais a situação”.
Na lista de medicamentos, Goerrieri faz o alerta para o Diabecol Pata-de-Vaca que era vendido para diabetes bem como o Mel com Copaíba que é contra-indicado para quem tem hipertensão “mas não alerta para o mal que pode fazer a quem tem diabetes”.

Alguns indicam no rótulo que são “100% naturais e devem ser tomados com água filtrada, leite, suco ou mel”. Na caixa do Creme Vaginal de Aroeira, o laboratório coloca as indicações do medicamento e acrescenta que também “é indicado para o tratamento externo de varicosa, rachaduras nos pés, dedos e varizes”.

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