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17ª Marcha da Maconha paralisa avenida famosa pedindo por legalização

Manifestantes criticaram as políticas atuais de repressão às drogas

Redação
Por Redação
Manifestantes pedem mudaça nas política atuais acerca do uso de drogas
Manifestantes pedem mudaça nas política atuais acerca do uso de drogas - Foto: Arquivo | Agência Brasil

Manifestantes ocuparam a Avenida Paulista, em São Paulo, na tarde deste sábado, 14, durante a 17ª edição da Marcha da Maconha. O evento teve início no vão do Museu de Arte de São Paulo (MASP), por volta das 14h20, com a defesa da legalização da cannabis para fins medicinais, recreativos e industriais

Por volta das 16h20, o grupo iniciou a caminhada pela Avenida Paulista até a Rua da Consolação, carregando faixas, cartazes e entoando palavras de ordem em apoio à mudança da legislação vigente. Segundo os organizadores, o ato buscou destacar os avanços na pesquisa científica sobre os usos da planta, além de criticar as políticas atuais de repressão.

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As forças de segurança estiveram presentes para acompanhar o protesto. Até o momento, não há notícias de confrontos significativos ou prisões. O tráfego foi parcialmente interrompido, causando lentidão em alguns trechos da via.

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A Marcha da Maconha é um evento anual realizado em São Paulo desde meados dos anos 1990. Esta é a sua 17ª edição na capital paulista, reunindo apoiadores da regulação da cannabis e interessados na discussão sobre políticas públicas relacionadas ao tema.

Aliada da saúde

O uso medicinal da maconha já está consolidado em grande parte do chamado “mundo ocidental”. Países como Israel já utilizam a cannabis como primeira linha de tratamento para o Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Em maio, em entrevista ao Portal A TARDE, o infectologista Roberto Badaró destacou que o uso medicinal da cannabis tem avançado com respaldo científico e resultados concretos, especialmente em casos que desafiam os tratamentos convencionais.

No Brasil, porém, ainda há barreiras a serem superadas. Resoluções da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) permitem a prescrição e a venda em farmácias do canabidiol e do THC, substâncias presentes na maconha, como medicamento. Por outro lado, o cultivo da planta segue proibido.

Alba atenta

Em território baiano, a Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) chegou a aprovar um projeto de lei que institui a “Política Estadual de Fornecimento Gratuito de Medicamentos à Base do Canabidiol”.

A proposta de política estadual, de autoria do deputado estadual Euclides Fernandes (PT), visa atender, sobretudo, à população economicamente vulnerável, que não possui condições para realizar o tratamento de dores crônicas, fibromialgia, depressão, ansiedade, distúrbios de sono, dentre outras doenças e síndromes.

Apesar disso, a proposta ainda não foi sancionada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), que aguarda a análise da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), acerca da viabilidade técnica e orçamentária da nova política estadual.

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