BRASIL
Adoção no Brasil: apoio psicológico ajuda na construção de novos lares
Especialista explica como a preparação psicológica é importante no processo

Por Victoria Isabel

Em 2025, 3.140 crianças e adolescentes foram adotados em todo o país, passando a viver em um novo lar. As informações são do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA), que monitora os processos de adoção no Brasil. Para a psicóloga Aline Santana, a preparação psicológica faz com que a pessoa possa pensar melhor nesse novo momento da vida.
“É uma etapa muito importante porque a pessoa poderá refletir sobre a adoção, desde as suas motivações até as expectativas que ela tem em relação a esse tipo de maternidade e paternidade”, explicou.
Aline ressalta que a criança ou o adolescente que será adotado tem uma história, uma jornada e os novos pais precisam entender e se preparar para os possíveis desafios. Foi justamente por isso que o casal Paulo e Andreia Mensoni optaram por ter acompanhamento psicológico.
Andreia conta que ela e o marido, hoje pais de Letícia, Larissa e João, decidiram adotar após tentativas de engravidar sem êxito, além de perda gestacional. Ao conversar com Paulo, eles entenderam que a adoção era uma maneira de construir a família que tanto desejavam e foi nesse período que procuraram uma psicóloga.
“Procuramos a psicologia quando tínhamos algumas dúvidas em relação a ficha que devíamos preencher com os dados da criança. Isso era muito estranho para a gente. A psicóloga clareou nossos pensamentos, entendemos que isso era legítimo e não tinha nada de errado em fazer algumas escolhas. Além disso, aproveitamos e nos preparamos para a chegada deles, mesmo sem conhecê-los ainda. Considero que o apoio dela foi essencial e tornou tudo mais leve”, afirma Andreia.
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Impactos emocionais
De acordo com a especialista, o processo de adoção inclui compreender que muitas crianças passaram por rupturas e perdas e que isso pode causar diversos impactos emocionais.
“É muito importante que usemos uma linguagem adaptada a cada atividade para explicar o que está acontecendo na vida dela, sejam as rupturas ou a nova inserção nessa família. É essencial que a criança saiba o que vai acontecer e o que aconteceu com ela, isso causa muito mais segurança e é um fator que pode ajudar no sucesso da adoção”, afirmou Aline.
A psicóloga esclarece que nesses casos os pais precisam criar um ambiente seguro e esse ambiente precisa de previsibilidade, permanência e constância, além da disponibilidade de acolher o histórico da criança que muitas vezes está manifestando um comportamento pois não consegue elaborar suas emoções.
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