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INOVAÇÃO NA SAÚDE

Jovem tetraplégico mexe os braços após tratamento revolucionário

Rapaz, de 24 anos, mexeu os membros dez dias após receber tratamento

Andrêzza Moura

Por Andrêzza Moura

20/01/2026 - 22:50 h
Jovem mexeu os braços 10 dias depois de tomar injeção
Jovem mexeu os braços 10 dias depois de tomar injeção -

Um jovem tetraplégico, de 24 anos, recuperou os movimentos dos braços dez dias após receber tratamento experimental com polilaminina - molécula reconstituída a partir da proteína laminina -, desenvolvido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O rapaz, que não teve o nome revelado, sofreu uma fratura na vértebra C7 e lesão medular completa na altura da C4 após mergulhar em uma cachoeira, em Santa Leopoldina, Espírito Santo, e perdeu totalmente a sensibilidade e movimentos abaixo do pescoço. No dia 7 de janeiro, ele recebeu uma única injeção da polilaminina, dentro da janela terapêutica de 72 horas, considerada crítica para o sucesso do tratamento.

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Dez dias depois, surpreendentemente, o jovem recuperou o movimento dos braços e a sensibilidade até a altura do umbigo. Um vídeo divulgado pelo médico Mitter Mayer, coordenador do Grupo de Trabalho Intersetorial da Polilaminina no Espírito Santo, mostra o paciente realizando movimentos comandados pelos médicos, incluindo força nas mãos, confirmando a recuperação funcional.

A polilamina

A polilaminina é um composto desenvolvido há mais de 20 anos pela equipe da bióloga Tatiana Coelho de Sampaio, na UFRJ, em parceria com o laboratório brasileiro Cristália. A substância é uma versão sintética da laminina, proteína que auxilia na conexão dos neurônios durante o desenvolvimento embrionário e tem potencial para regenerar lesões na medula espinhal.

O jovem é o quinto paciente a se beneficiar do tratamento experimental de uso compassivo. Os casos anteriores incluem Luiz Fernando Mozer, que recuperou sensibilidade e movimento após acidente de motocross, outro paciente que voltou a mexer o pé após queda de moto, Bruno Drummond de Freitas, que conseguiu andar novamente, e Diogo Barros Brollo, que recuperou os movimentos do pé.

Segundo informações dos médicos e pesquisadores, o avanço não é um milagre, mas sim resultado de décadas de pesquisa científica, método e coragem de aplicar a medicina experimental.

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Até 8 de janeiro, 10 pacientes haviam entrado na justiça para garantir acesso ao tratamento, que cria novas perspectivas para a regeneração da medula espinhal e coloca o Brasil em destaque internacional no desenvolvimento de terapias para lesões medulares, oferecendo esperança a milhares de pessoas tetraplégicas e paraplégicas.

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Tags:

lesão medular medula espinhal polilaminina tetraplegia tratamento experimental UFRJ

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