Busca interna do iBahia
HOME > BRASIL

BRASIL

Após reportagem, USP revê documento de doação de órgãos

Luiz Fernando Toledo | Estadão Conteúdo
Por Luiz Fernando Toledo | Estadão Conteúdo
| Atualizada em

O Serviço de Verificação de Óbito da Capital (Svoc), órgão ligado à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (Fmusp) decidiu alterar seu documento que prevê a doação de órgãos de cadáveres. O setor recebe em média 14 mil corpos por ano cuja causa da morte precisa ser apurada. Conforme revelou o jornal O Estado de S. Paulo no mês de junho, o Ministério Público Estadual (MPE) questionava a ação do Svoc por induzir as famílias ao erro ao tratar de "retenção" de órgãos e não "doação", já que estes são encaminhados para estudo e pesquisa das universidades.

Até então, um único papel, com o título "informe aos familiares", previa a liberação do corpo e a doação de órgãos, mesmo sem menção expressa. O MPE mapeou diversos casos de pessoas que tiveram órgãos de seus familiares doados sem que elas soubessem.

Tudo sobre Brasil em primeira mão! Compartilhar no Whatsapp Entre no canal do WhatsApp.

Agora a universidade decidiu dividir o procedimento em três: um documento para autorização de uso do corpo, outro de uso de material para estudo e um terceiro esclarecendo o que é a necropsia.

A alteração foi feita após encontros da promotora responsável pelo caso, Eliana Vendramini, e a Comissão de Bioética da universidade. A alteração foi formalizada no dia 3 de novembro e assinada pelo diretor da Fmusp, José Otavio Costa Auler Junior. "Temos prova viva de que as pessoas não sabiam que estavam doando nada. Agora o documento tem título, ficou mais claro", avaliou a promotora.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Google Noticias Siga o A TARDE no Google Noticias

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no Email

Relacionadas

Mais lidas