CASO HENRY BOREL
Após STJ revogar prisão, Monique Medeiros deixa cadeia no Rio
Monique saiu do local sob forte proteção policial e sendo hostilizada por populares


Monique Medeiros, condenada por torturas e homicídio contra o filho, o menino Henry Borel, deixou a cadeia no início da tarde desta segunda-feira, 29. Ela estava presa no Instituto Penal Santo Expedito, em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, separada de outras detentas.
Monique saiu do local por volta das 16h05, sob forte proteção policial e sendo hostilizada por populares que gritavam "assassina".
O alvará de soltura de Monique foi expedido na manhã desta segunda. O ministro João Otávio de Noronha, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), revogou a prisão preventiva e concedeu liberdade para ela na sexta-feira, 26, após um habeas corpus da defesa, que não foi analisado, mas concedido de ofício, por iniciativa do próprio ministro.
A decisão de Noronha vai contra a 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, que no último dia 28 de junho estabeleceu a volta de Monique à prisão. Antes do STJ, um habeas corpus foi analisado pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
No STF, a defesa de Monique alegou uma suposta violação da lei constitucional, o que foi negado pelo ministro. Na ocasião, Gilmar Mendes disse que a prisão se justificava “diante da gravidade concreta dos delitos praticados, como também para garantir a aplicação da pena e conveniência da instrução criminal”.
Em abril, a 2ª Vara Criminal do RJ permitiu que Monique fosse solta, desde que utilizasse tornozeleira eletrônica.
Revolta
Leniel Borel de Almeida, pai de Henry Borel afirmou que está inconformado com a soltura. Ele deve recorrer da decisão e apresentar suas alegações finais ao II Tribunal do Júri na próxima semana pedindo a pronúncia de Monique Medeiros e do ex-vereador Jairinho - réus pela morte de Henry.
"É muito triste como pai lutar todo dia contra um sistema em que beneficia o assassino em vez da vítima. Com a decisão do judiciário brasileiro sobre a soltura da Monique, mataram mais uma vez o meu filho", disse em entrevista ao O Globo.