BRASIL
Áudios e documentos revelam casos de óvnis em voos brasileiros
Relatos feitos à FAB descrevem objetos em alta velocidade e manobras evasivas no espaço aéreo brasileiro


O surgimento de documentos oficiais com relatos de pilotos sobre objetos voadores não identificados voltou a chamar atenção nas redes sociais e reacendeu debates sobre episódios registrados no espaço aéreo brasileiro.
Os arquivos, divulgados pelo Arquivo Nacional, reúnem mais de 30 ocorrências reportadas por pilotos civis ao Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta), órgão ligado à Força Aérea Brasileira (FAB).
Os registros descrevem avistamentos de objetos com velocidades consideradas incompatíveis com aeronaves convencionais, movimentos em zigue-zague e mudanças bruscas de direção. Em alguns casos, pilotos afirmaram ter realizado manobras evasivas para evitar possíveis colisões.
Piloto da Gol relatou objeto em velocidade “supersônica”
Um dos episódios mais citados ocorreu em 24 de janeiro de 2014, durante o voo 9109 da Gol, que fazia a rota entre Brasília e Fortaleza. Segundo o documento, o piloto observou um objeto não identificado enquanto a aeronave iniciava os procedimentos de descida.
O relato informa que o objeto se deslocava em velocidade “supersônica”. O comandante teria realizado uma manobra evasiva para evitar aproximação com o objeto.
Leia Também:
A ocorrência também apareceu no Sistema Anticolisão de Tráfego de uma aeronave da Avianca. Outro piloto, que voava entre Alagoas e Piauí, relatou contato visual com um objeto branco de porte médio ou grande, capaz de executar movimentos em zigue-zague em alta velocidade.
Segundo o documento, o avião chegou a ficar a cerca de 90 metros do objeto.
Relatos se concentram na região Sul do Brasil
Grande parte das notificações registradas nos documentos envolve os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Em fevereiro de 2023, um piloto relatou ter observado, durante um voo próximo a Navegantes (SC), uma “bola” luminosa que variava de tamanho e se deslocava em velocidade estimada em até dez vezes maior que a de um avião comercial.

Outro caso aconteceu em Porto Alegre, quando um aviador informou ter visto um objeto estático que alternava entre as cores branca e alaranjada enquanto se aproximava do Aeroporto Salgado Filho.
O documento ainda menciona que o mesmo fenômeno teria sido observado durante quatro dias consecutivos.
Objetos faziam movimentos circulares
Outro relato registrado pela FAB descreve quatro ou cinco objetos com luzes brancas intermitentes vistos durante um voo sobre a cidade de Ilha Comprida, em São Paulo.
Segundo o piloto, os objetos realizavam movimentos circulares, aproximando-se e afastando-se uns dos outros. A velocidade teria sido estimada em cerca de 8 mach, aproximadamente oito vezes a velocidade do som.
No relatório, o profissional afirmou que o comportamento observado “não correspondia a satélites, lixo espacial ou qualquer outro fenômeno conhecido”.
FAB recebe registros, mas não confirma origem dos objetos
Os documentos divulgados pelo Arquivo Nacional reúnem apenas os relatos feitos pelos pilotos e registros operacionais comunicados aos órgãos de controle aéreo. A FAB não confirma que os objetos tenham origem extraterrestre.
Na maioria dos casos, os arquivos classificam as ocorrências apenas como objetos voadores não identificados, sem conclusão definitiva sobre a natureza dos fenômenos observados.


