Busca interna do iBahia
HOME > BRASIL

BRASIL

Banco tomou seu carro? Dívida pode continuar e gerar novos prejuízos

Entenda o que acontece com a dívida após a retomada do veículo

Victoria Isabel
Por
Perda do bem não significa o fim da obrigação financeira
Perda do bem não significa o fim da obrigação financeira - Foto: Freepik

O sonho do carro próprio, impulsionado pela facilidade do crédito, tem se transformado em dor de cabeça para muitos brasileiros que não conseguem manter o financiamento em dia. Em contratos com alienação fiduciária, modalidade mais comum no país, o veículo funciona como garantia da dívida e pode ser retomado pela instituição financeira em caso de inadimplência.

O que nem todo consumidor sabe é que a perda do bem não significa, necessariamente, o fim da obrigação financeira. Segundo especialistas, é comum que o consumidor associe a dívida apenas ao carro financiado, acreditando que a retomada do veículo encerra automaticamente o contrato. No entanto, o financiamento é um compromisso financeiro, e o automóvel é apenas a garantia do pagamento.

Tudo sobre Brasil em primeira mão! Compartilhar no Whatsapp Entre no canal do WhatsApp.

“Quando o bem é retomado, a dívida não desaparece. Tudo vai depender do valor obtido com a venda do veículo”, explica Camila Rodrigues, gerente de Cobrança para o Segmento de Veículos da Recovery, empresa do Grupo Itaú especializada na gestão de créditos inadimplentes.

Retomada mais rápida

Mudanças recentes nas regras do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) passaram a permitir a retomada extrajudicial de veículos financiados, desde que essa possibilidade esteja prevista em contrato e sejam cumpridos os requisitos legais.

A medida tornou o processo mais ágil e menos oneroso para as instituições financeiras, mas também reduziu o tempo de resposta do consumidor diante do atraso nos pagamentos.

Leia Também:

CAGED

Bahia é o terceiro estado que mais gerou empregos em 2025
Bahia é o terceiro estado que mais gerou empregos em 2025 imagem

AVALIAÇÃO DA FECOMÉRCIO

Comércio brasileiro pode ganhar fôlego com acordo Mercosul–UE
Comércio brasileiro pode ganhar fôlego com acordo Mercosul–UE imagem

INVESTIGAÇÃO

Bloqueio de praia em Boipeba vira alvo do MPF por prejudicar moradores
Bloqueio de praia em Boipeba vira alvo do MPF por prejudicar moradores imagem

Após a apreensão, o veículo costuma ser levado a leilão. Se o valor arrecadado não for suficiente para quitar o saldo devedor, incluindo juros, encargos e custos do processo, o consumidor permanece responsável pela diferença. Além disso, a inadimplência afeta o score de crédito, dificultando o acesso a novos financiamentos e serviços financeiros.

O que fazer se a dívida continuar?

Quando a dívida persiste após a apreensão do veículo, é fundamental agir rapidamente para evitar que o problema se agrave. Algumas medidas importantes incluem:

  • Procurar o banco o quanto antes, demonstrando disposição para resolver a pendência;
  • Avaliar com cuidado a real capacidade de pagamento, evitando acordos que não caibam no orçamento;
  • Negociar condições mais viáveis, como prazos maiores, redução de juros ou descontos no saldo devedor;
  • Formalizar todos os acordos por escrito, garantindo segurança jurídica para ambas as partes.

“Adiar a solução pode gerar novos prejuízos e comprometer o futuro financeiro do consumidor. Quanto antes a negociação começa, maiores são as chances de minimizar os impactos no orçamento”, destaca Camila Rodrigues.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Compartilhar no Whatsapp Clique aqui

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no X Compartilhar no Email

Tags

banco carro dívida Financiamento veículo

Relacionadas

Mais lidas