VIOLÊNCIA
Brasileiro morre ao ser espancado na saída de uma boate em Lisboa
O crime ocorreu no Parque das Nações, na região leste de Lisboa


Na madrugada de domingo, no Parque das Nações, na região leste de Lisboa, um imigrante brasileiro morreu ao ser espancando em frente a uma boate. Jefferson Terra Pinto, de 33 anos, foi agredido fortemente em frente a uma casa noturna.
Segundo o jornal português “Diário de Notícias”, o suspeito do crime foi preso no local onde ocorreu a violência. Trata-se de um homem de 34 anos.
O crime aconteceu por volta das 5h30 de domingo, quando Jefferson e outra pessoa não identificada e de nacionalidade estrangeira, começaram a brigar. A polícia portuguesa relatou que a vítima caiu no chão e o criminoso continuou a agredi-lo “com pontapés na cabeça”.
Jefferson chegou a ser levado às pressas para o pronto-socorro, porém não resistiu aos ferimentos e veio a óbito no Hospital de São José, na capital portuguesa. O suspeito foi preso em flagrante.
A família do brasileiro está tentando trazer o corpo para o Brasil. Uma vaquinhas online foi feita para arrecadar dinheiro e pagar a mudança. A meta é levantar R$ 30 mil e até o momento tem R$ 7,2 mil.
“Infelizmente nosso grande amigo/irmão, foi assassinado bem longe de nós, sem chance de defesa e sozinho em outro país (Portugal) onde ele foi buscar seu sonho, teve a vida tirada pela violência e repentinamente deixou sua família (filho, mãe e esposa) e amigos com uma dor de saudade enorme, e nós precisamos de ajuda de vocês para trazer o corpo dele no translado para executar o sepultamento aqui no Brasil com a mães dele presente, família e amigos darem o último adeus”, diz o texto da vaquinha.
Jefferson era nascido e criado na Cidade de Deus, no Rio de Janeiro. Ele morava em Lisboa com a mulher e o filho. Em uma entrevista cedida à “Voz das Comunidades”, a irmã da vítima, Geane Terra, informou que a família não tem dinheiro para pagar o traslado e, por esse motivo, resolveu iniciar a arrecadação.
Por meio de nota, o Itamaraty disse que “permanece à disposição para prestar a assistência cabível aos familiares do nacional brasileiro, em conformidade com os tratados internacionais vigentes e com a legislação local”.
“O traslado de restos mortais de brasileiro falecidos no exterior é decisão da família. Não há previsão regulamentar e orçamentária para o pagamento do traslado com recursos públicos”, acrescentou o Itamaraty.