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Caso Miguel: Mãe questiona liberdade de Sari Corte Real após 6 anos

Mirtes Renata cobra agilidade do TJPE enquanto condenada recorre em liberdade

Isabela Cardoso

Por Isabela Cardoso

18/02/2026 - 22:02 h

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Mirtes Renata e o pequeno Miguel
Mirtes Renata e o pequeno Miguel -

Quase seis anos após a tragédia que vitimou o pequeno Miguel Otávio, de apenas cinco anos, o sentimento de impunidade ainda marca a vida de sua família. Nesta quarta-feira, 18, Mirtes Renata, mãe da criança, desabafou sobre a atual situação jurídica de Sari Corte Real, condenada pela morte do menino.

“Sari segue vivendo sua vida normalmente. Viaja, tira férias na Europa com seus filhos, faz planos, segue sorrindo. Eu preciso lutar por justiça e para que meu neguinho não seja esquecido. Ela leva os filhos para conhecer Paris. Eu vou ao cemitério para ver meu filho”, escreveu Mirtes.

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Entenda o Caso Miguel e os trâmites jurídicos

O Caso Miguel ocorreu em 2 de junho de 2020, no Recife. Enquanto Mirtes passeava com o cachorro dos patrões, Miguel ficou sob a responsabilidade de Sari. Imagens de segurança flagraram o momento em que a ex-primeira-dama de Tamandaré aperta o botão do elevador e deixa a criança sozinha. Miguel subiu até o 9º andar, caiu de uma altura de 35 metros e não resistiu.

Sari Corte Real foi condenada pelo crime de abandono de incapaz com resultado morte, com uma pena que, inicialmente fixada em 8 anos e 6 meses, acabou reduzida para 7 anos em novembro de 2023.

Atualmente, devido à fase de recursos processuais, a ré permanece em liberdade, fato que motiva as críticas constantes de Mirtes ao Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE).

Paralelamente, na esfera trabalhista, o casal Sari Corte Real e Sérgio Hacker chegou a ser condenado ao pagamento de R$ 1 milhão por irregularidades, mas a decisão foi suspensa pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em setembro de 2024.

A busca por respostas no Judiciário

Mirtes Renata, que ingressou na faculdade de Direito em 2021 para entender os processos, questiona quando a condenação deixará de ser "apenas no papel". Em seu desabafo, ela direcionou perguntas diretas ao TJPE, cobrando a data do julgamento dos recursos finais.

Até o momento, o Tribunal de Justiça de Pernambuco não emitiu um posicionamento oficial sobre a previsão de conclusão do caso. Enquanto a Justiça não profere uma decisão definitiva, Mirtes reafirma seu compromisso de manter viva a memória de Miguel e a luta para que casos de negligência contra crianças não fiquem impunes no Brasil.

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Tags:

direitos humanos justiça Pernambuco

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