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Cidade no Brasil é conhecida como capital dos anões; conheça

Nanismo é um transtorno que se caracteriza pela deficiência no crescimento

Redação
Por Redação
| Atualizada em
Moradores da cidade de Itabaianinha
Moradores da cidade de Itabaianinha - Foto: Reprodução

A cidade pacata de Itabaianinha, no interior de Sergipe, chama a atenção por um fato curioso: a alta alta concentração de pessoas com nanismo hipofisário, condição que ficou conhecida como Deficiência Isolada do Hormônio do Crescimento (DIGH).

Com estaturas médias entre 1,05 m e 1,35 m, os moradores se tornaram símbolo de resiliência e orgulho local. As informações são do portal Gazeta SP.

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O fenômeno teve origem no povoado de Carretéis, onde o isolamento geográfico e casamentos entre familiares contribuíram para a propagação da DIGH. A condição, causada por uma mutação genética que impede a produção do hormônio do crescimento, gera baixa estatura, mas com proporções corporais normais.

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Dona Pureza, a primeira mulher com nanismo a se casar com um homem de estatura comum, tornou-se exemplo de coragem. “Eu queria ter uma família, e graças a Deus eu consegui”, disse em entrevista.

Nos últimos anos, a presença de pessoas com nanismo na cidade diminuiu. O avanço dos tratamentos hormonais, a migração e o controle de natalidade contribuíram para a redução dos casos. Mesmo assim, o legado dessa comunidade permanece vivo.

Projetos como o PL nº 02/2020, da vereadora Lêda Maria Dantas, e pesquisas acadêmicas, como a monografia de Cleiton dos Santos, buscam preservar a memória e o papel histórico dos moradores com nanismo.

“A memória, onde cresce a história, procura salvar o passado para servir o presente e o futuro”, cita o estudo, evocando o historiador Jacques Le Goff.

Mais do que uma curiosidade genética, Itabaianinha representa um exemplo de diversidade, união e força humana. Seus “pequenos grandes cidadãos” transformaram a própria condição em motivo de orgulho, garantindo que sua história — e sua mensagem — continuem inspirando o mundo.

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