BRASIL
Dia do consumidor: veja como evitar cair em golpes digitais
Saiba como proteger suas finanças contra golpes durante esse período de promoções e evitar fraudes

O Dia do Consumidor, celebrado neste domingo, 15, é uma boa oportunidade para quem busca comprar com descontos, porém ainda serve como alerta para golpes e segurança financeira.
Em um cenário onde transações digitais estão cada vez mais frequentes, golpes bancários ficaram mais sofisticados e convincentes.
Mas, uma regra simples deve ser seguida para se proteger: o banco não pede dados sigilosos por telefone, mensagem ou e-mail, conforme aponta o presidente da Associação Brasileira de Defesa Cidadã do Consumidor e Empresário, Raimundo Nonato.
Essa orientação combina com alertas do Banco Central e da Febraban sobre engenharia social, phishing e falso funcionário.
Golpes bancários mais comuns hoje preocupam clientes e bancos
O avanço das transações digitais trouxe praticidade para o dia a dia, mas também abriu espaço para novas fraudes. Segundo a Federação Brasileira de Bancos, golpes envolvendo Pix, mensagens falsas e falsos atendentes estão entre os mais frequentes no país.
Esses crimes normalmente exploram a pressa, o medo e a confiança das vítimas para conseguir dados pessoais ou transferências financeiras.
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Golpe do Pix lidera fraudes mais frequentes
Entre os golpes mais comuns está o golpe do Pix. Nesse tipo de fraude, criminosos se passam por funcionários de banco ou até por conhecidos da vítima para convencer a pessoa a realizar uma transferência urgente.
A abordagem costuma envolver justificativas como bloqueio de conta, suposta tentativa de fraude ou necessidade de regularização imediata.
Phishing também continua em alta
Outra prática recorrente é o phishing, quando a vítima recebe mensagens falsas por SMS, e-mail ou aplicativos com links que imitam páginas oficiais de bancos.
Ao acessar esses links e preencher informações, a pessoa acaba entregando dados bancários diretamente aos criminosos.
A Federação Brasileira de Bancos também alerta para o golpe do falso funcionário, em que o criminoso pede senha, código de autenticação, token ou até a instalação de aplicativos de acesso remoto no celular.
Como os criminosos aplicam os golpes
Apesar das variações, muitos golpes seguem um roteiro parecido. Os criminosos criam um cenário de urgência para impedir que a vítima reflita antes de agir.
Entre as abordagens mais comuns estão:
- pedido de Pix para “regularizar” conta;
- links para atualização cadastral;
- ligação de falsa central de atendimento pedindo senha ou códigos de segurança.
- Nenhum banco legítimo exige esse tipo de ação imediata por telefone ou mensagem.
O que bancos nunca pedem aos clientes
Uma regra básica de segurança é lembrar que bancos não solicitam senha, token ou código de autenticação por telefone, e-mail ou aplicativos de mensagem.
Também não é procedimento das instituições financeiras pedir transferência de dinheiro, cadastro de favorecidos ou instalação de aplicativos de acesso remoto.
A orientação da Federação Brasileira de Bancos é interromper imediatamente esse tipo de contato e procurar o banco por canais oficiais.
Cuidados com links e mensagens suspeitas
Outro cuidado importante é evitar clicar em links enviados por SMS, WhatsApp ou e-mail quando o assunto envolver conta bancária.
O caminho mais seguro é acessar o site do banco digitando o endereço diretamente no navegador ou utilizar apenas o aplicativo oficial já instalado no celular.
Também é importante desconfiar de mensagens com tom exagerado de urgência ou que solicitem atualização imediata de dados.
Hábitos simples ajudam a evitar fraudes
Algumas atitudes reduzem significativamente o risco de cair em golpes:
- não compartilhar senhas;
- evitar realizar Pix sob pressão;
- não permitir acesso remoto ao celular ou computador;
- confirmar contatos suspeitos diretamente com o banco.
Essas medidas simples ajudam a bloquear muitas tentativas de fraude.
O que fazer se cair em um golpe
Se houver suspeita de golpe, a orientação do Banco Central do Brasil é entrar em contato imediatamente com a instituição financeira para tentar bloquear movimentações ou contestar operações.
Também é recomendado bloquear cartões pelo aplicativo do banco e registrar boletim de ocorrência o mais rápido possível, preferencialmente nas primeiras 24 horas.
Quanto mais rápido a vítima agir, maiores são as chances de reduzir prejuízos.
Monitorar o CPF após fraude é essencial
Depois de um golpe, não basta resolver apenas a operação financeira. Também é importante acompanhar possíveis movimentações indevidas.
Para isso, o Banco Central do Brasil oferece o sistema Registrato, que permite consultar contas, chaves Pix e relacionamentos com instituições financeiras.
Esse monitoramento ajuda a identificar rapidamente se outras operações suspeitas foram realizadas.
Informação ainda é a principal defesa
Embora os golpes mudem de formato, a lógica costuma ser a mesma: pressionar a vítima para que ela tome uma decisão rápida.
Por isso, especialistas destacam que a informação continua sendo a melhor forma de prevenção. Desconfiar da urgência, evitar compartilhar dados e utilizar apenas canais oficiais são atitudes que fazem diferença na proteção financeira.
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