BRASIL
Diretor demitido da Saúde diz que denúncia de propina foi “retaliação”


O ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias, afirmou que as acusações de Luiz Paulo Dominguetti contra ele são uma “retaliação”. Dominguetti, funcionário da Davati Medical Supply afirmou que Dias cobrou propina de US$ 400 milhões ao negociar a aquisição de doses da vacina da AstraZeneca.
Horas depois, o governo anunciou a demissão de Dias, que foi oficializada nesta quarta-feira, 30, no Diário Oficial da União. À Globo News, o ex-diretor disse que Dominguetti não conseguiu comprovar que representava a AstraZeneca e por isso o acusou de cobrar propina.
A AstraZeneca nega que tenha negociado com o governo brasileiro através da Davati. A própria empresa afirma que Dominguetti não trabalha para a companhia.
No entanto, a Folha de S. Paulo teve acesso a e-mails do Ministério da Saúde que mostram que o governo negociou com representantes da empresa. A a troca de mensagens ocorreu entre Dias, Herman Cardenas, CEO da empresa, e Cristiano Alberto Carvalho em 26 de fevereiro – e não em 1º de março.
Dias responde a Herman, nos e-mails, citando uma 1ª reunião que já teria acontecido e pedindo comprovação de que a Davati era uma representante da AstraZeneca. O e-mail é assinado pelo ex-diretor do ministério.