BRASIL
Dona da Omo alertou sobre bactéria em produtos Ypê antes da Anvisa
Denúncia aconteceu meses antes da suspensão determinada pela agência reguladora


A Unilever, responsável por marcas como Omo, Comfort e Cif, comunicou à Anvisa e à Senacon suspeitas de contaminação microbiológica em produtos da Ypê meses antes da suspensão determinada pela agência reguladora.
A multinacional relatou ter identificado a bactéria Pseudomonas aeruginosa/paraaeruginosa em lotes do detergente líquido Tixan Ypê Express após análises laboratoriais realizadas em 2025. A informação foi divulgada pela Folha de S.Paulo.
Os testes teriam sido conduzidos pelo laboratório Charles River, citado pela empresa como referência internacional em análises genéticas. Entre os produtos avaliados estavam versões “Cuida das roupas” e “Combate mau odor”, com validade até junho de 2027.
Nos documentos enviados às autoridades, a Unilever afirmou que os itens apresentavam “desvio microbiológico relevante” e possível risco à saúde dos consumidores. A empresa também relatou ter tomado conhecimento de um suposto recolhimento silencioso de produtos no mercado, o que motivou novas análises.
Em março de 2026, uma nova denúncia foi encaminhada apontando contaminação em outros 14 lotes da linha Ypê. Segundo o relatório, foram identificadas bactérias em produtos como Tixan Ypê Primavera, Ypê Power Act e detergente Ypê Lava-Louças Neutro.
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Além da Pseudomonas aeruginosa, os testes também teriam encontrado traços genéticos de microrganismos como Klebsiella pneumoniae e Acinetobacter baumannii, apontados pela denúncia como potenciais riscos à saúde humana.
Após as notificações, a Anvisa realizou inspeções na fábrica da Química Amparo, em São Paulo, e determinou a suspensão da fabricação e comercialização de produtos líquidos produzidos no local, incluindo detergentes, lava-roupas e desinfetantes.


