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Educadora é afastada após sugerir biografias de Hitler e Mussolini

Servidora classificou as obras como “estimulantes”

Edvaldo Sales
Por
Servidora classificou as obras como “estimulantes”
Servidora classificou as obras como “estimulantes” - Foto: Reprodução | Freepik

Após sugerir a leitura das biografias do nazista Adolph Hitler e do fascista italiano Benito Mussolini para diretores de escolas estaduais, a educadora de uma Unidade Regional de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, Roselaine Batalha Silva, foi afastada.

O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) disse, em nota, que a educadora participou de uma reunião on-line em 12 de agosto com diretores de escolas e falou que as biografias dos ditadores são “estimulantes“.

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“No geral é estimulante ler biografia mesmo dos maus. Salazar na Espanha, Mussolini na Itália, Hitler. Mein Kampf [Minha Luta], ‘Minha Vida’ do Hitler, é tão estimulante que se eu tirar o nome ele convence países, jovens e nós até hoje”, afirmou a dirigente aos gestores.

A dirigente também afirmou que Hitler era um “líder excepcional”, apesar de reconhecer o caminho seguido pelo ditador alemão.

“Mas a gente sabe qual era o caminho de Hitler, mas ele era um líder excepcional e isso ninguém pode negar. Mas não foi dada uma coroa para ele, mas a quem foi dada a responsabilidade de fazer sobressair o melhor que há nos outros. Esse é o meu diretor”, declarou na reunião.

Depois disso, a entidade ingressou no Ministério Público de São Paulo (MPSP) com uma representação para que “sejam tomadas providências cabíveis em relação às palavras elogiosas a ditadores fascistas e nazistas”.

A ação do sindicato foi tomada após denúncia da deputada estadual Professora Bebel (PT) nas redes sociais.

A Secretaria de Educação (Seduc) determinou que Roselaine deixe de exercer sua função de educadora. A pasta também instaurou uma apuração para verificar os fatos e as circunstâncias relacionadas às declarações.

“A Seduc-SP reforça que não compactua com manifestações que contrariem os princípios e valores que orientam a educação pública do Estado de São Paulo e que a declaração não representa, em hipótese alguma, o posicionamento da pasta”, pontuou a nota.

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Educação São Paulo

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