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Estudo revela contaminação generalizada no Rio Tietê com presença de cocaína

Estudo da SOS Mata Atlântica identifica contaminação em toda a extensão do Rio Tietê

Luan Julião
Por
Rio Tietê
Rio Tietê - Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O Rio Tietê foi identificado como um corpo d’água contaminado por uma mistura de substâncias que vai muito além do esgoto tradicional. Entre os compostos encontrados em diferentes pontos do rio estão microplásticos, resíduos de medicamentos, agrotóxicos e até traços de cocaína.

O resultado faz parte de uma nova investigação da Fundação SOS Mata Atlântica, realizada em parceria com universidades, que analisou diversos trechos do rio em São Paulo. Segundo os pesquisadores, não houve nenhuma área avaliada sem registro de contaminação.

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Uma mistura que vem de várias fontes

O que chama atenção no estudo não é apenas a presença isolada de poluentes, mas a combinação deles no mesmo ambiente. O rio carrega substâncias associadas ao esgoto doméstico, à atividade agrícola e também ao consumo de drogas ilícitas.

Para os responsáveis pela pesquisa, esse é o levantamento mais detalhado já feito sobre o Tietê nesse tipo de análise, justamente por conseguir mapear esse “conjunto químico” presente na água.

Se no laboratório aparecem substâncias invisíveis, em alguns pontos o impacto é visível a olho nu. Em Salto, no interior paulista, o rio foi tomado por espuma após a chuva de quarta-feira, 24. A formação se espalhou pelo leito e chegou a alcançar ruas da cidade.

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O episódio virou mais um retrato de um problema que não se limita à água em si, mas também ao comportamento do rio em áreas urbanas.

Um problema antigo que segue sem solução simples

O quadro identificado pelos pesquisadores não é isolado. Especialistas da área ambiental afirmam que os resultados seguem a mesma linha de outros diagnósticos já conhecidos sobre o Tietê, que apontam uma degradação acumulada ao longo de décadas.

Entre os principais pontos levantados estão a necessidade de ampliar o saneamento básico, melhorar o controle sobre o despejo de resíduos e tratar o rio como um sistema único, que atravessa todo o estado.

O governo paulista reconhece que o Tietê recebe poluição histórica, vinda principalmente de esgoto doméstico e atividades industriais. Em resposta, afirma que vem ampliando investimentos em saneamento.

Segundo a gestão estadual, desde 2023 cerca de 1,5 milhão de imóveis deixaram de despejar esgoto diretamente no rio, o que teria alcançado aproximadamente 4 milhões de pessoas e reduzido a carga orgânica no sistema.

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brasil drogas natureza rio Tietê

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