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OPERAÇÃO INFILTRADOS

Ex-estagiário do MP cobrava dinheiro para “blindar” traficante do PCC

Crime foi descoberto durante investigação do próprio MP

Edvaldo Sales
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Crime foi descoberto durante investigação do próprio MP
Crime foi descoberto durante investigação do próprio MP - Foto: Reprodução | Redes Sociais

Ex-estagiário do Ministério Público de São Paulo (MPSP) preso na Operação Infiltrados, do próprio órgão, Gabriel Lira de Jesus teria se aproveitado do acesso a sistemas internos para identificar criminosos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) com elevado poder financeiro.

Além de Gabriel, também foram presos o investigador da Polícia Civil Maurício Aparecido de Oliveira e um policial civil aposentado. Todos são suspeitos de integrar um esquema ligado à facção. As prisões aconteceram nesta terça-feira, 9.

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Segundo as investigações, o grupo atuava em duas frentes distintas. Uma linha apura o possível repasse de informações estratégicas relacionadas a um plano para assassinar o promotor de Justiça Amauri Silveira Filho, integrante do Gaeco de Campinas.

Já a outra mira um esquema de extorsão que teria utilizado informações sigilosas obtidas dentro do próprio Ministério Público.

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Atuação do estagiário

Ainda segundo com a apuração, o então estagiário teria se aproveitado do acesso a sistemas internos para identificar criminosos ligados à facção com elevado poder financeiro.

A partir dessas consultas, ele passou a ser suspeito de participar de cobranças em troca de suposta proteção e da promessa de evitar o avanço de investigações.

Os dados utilizados nas abordagens eram obtidos em bancos de informações restritos e posteriormente compartilhados com outros integrantes do grupo, conforme a investigação.

Atuação do investigador e do policial aposentado

O policial civil aposentado preso na operação também é apontado como integrante do esquema. Ele teria auxiliado na obtenção de informações e no contato com possíveis vítimas das extorsões.

O investigador Maurício Aparecido de Oliveira, que ocupava cargo de chefia na Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Campinas, é investigado por suposta ligação com pessoas envolvidas no plano para matar o promotor do Gaeco.

O MPSP investiga se informações sensíveis sobre a atuação do integrante do Gaeco foram compartilhadas com integrantes da organização criminosa.

As suspeitas surgiram durante o aprofundamento de investigações anteriores que já haviam identificado uma trama para executar o promotor responsável por importantes operações contra o PCC.

Também foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão.

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MPSP PCC Primeiro Comando da Capital

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