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Fenômeno La Niña está de volta e pode durar até fevereiro de 2026

Informação foi anunciada pela Administração Atmosférica e Oceânica dos EUA

AFP
Por AFP
La Niña é caracterizado pelo esfriamento das águas superficiais do Pacífico
La Niña é caracterizado pelo esfriamento das águas superficiais do Pacífico - Foto: Divulgação

O fenômeno climático La Niña está de volta, embora as previsões indiquem que será mais fraco, o que limitará o resfriamento do planeta e o aumento da força dos furacões no oceano Atlântico, informou a agência meteorológica dos Estados Unidos nesta quinta-feira (9).

Este evento, caracterizado pela queda da temperatura das águas superficiais do centro e leste das latitudes próximas ao Equador no Pacífico, tem o seu oposto no El Niño. Estes dois fenômenos moldam as condições climáticas do mundo com fases neutras intermediárias. O fenômeno deve afetar o mundo até dezembro de 2025 ou fevereiro de 2026.

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Devido a mudanças, à variação da velocidade e à direção do vento nas camadas altas da atmosfera, La Niña pode provocar mais furacões no Atlântico do que no Pacífico.

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Após um breve período de condições fracas marcadas por este fenômeno entre dezembro de 2024 e março deste ano, foram registrados alguns meses de neutralidade. Mas o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA (NWS, na sigla em inglês) declarou nesta quinta-feira que La Niña havia voltado.

As condições para isso "surgiram em setembro, como indica a queda das temperaturas da superfície do mar (TSM) abaixo da média no centro e o leste do oceano Pacífico equatorial", afirmou.

A agência estima que La Niña persista durante o inverno no hemisfério norte, embora com baixa probabilidade de que "provoque os efeitos habituais de inverno".

O episódio de La Niña que se estendeu de 2020 a 2023, uma duração incomumente longa, foi o primeiro denominado "triple dip" do século XXI e o terceiro desde 1950, e intensificou as secas e as inundações.

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