BRASIL
Henry Borel: caso que chocou o país pode ter fim após cinco anos
Réus respondem por crimes como homicídio e tortura

Após cinco anos de espera, o caso Henry Borel pode finalmente ter um desfecho. Nesta segunda-feira, 23, o julgamento dos acusados pela morte do menino de 4 anos, em 2021, no Rio de Janeiro, será iniciado a partir das 9h.
No processo, são réus o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho e a mãe da criança, Monique Medeiros. Os dois respondem por homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual.
Como será o julgamento
O caso será julgado pelo Tribunal do Júri como homicídio. Nesses casos, a decisão não é tomada apenas por um juiz, mas também por cidadãos escolhidos para atuar como jurados.
No júri popular, sete pessoas são selecionadas para formar o Conselho de Sentença. Elas acompanham todo o julgamento, ouvem testemunhas, analisam provas e, ao final, respondem a perguntas feitas pelo juiz sobre a culpa ou inocência dos acusados. A decisão é tomada pela maioria dos votos.
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O juiz que preside a sessão conduz o julgamento, garante o cumprimento das regras e define a pena em caso de condenação. Durante o processo, Ministério Público e defesa apresentam suas versões dos fatos.
Não há prazo para a conclusão do julgamento, devido ao número de testemunhas e à complexidade das acusações.
Onde estão Dr. Jairinho e Monique
Dr. Jairinho permanece preso preventivamente desde abril de 2021 e já teve diversos pedidos de habeas corpus negados. Já Monique Medeiros chegou a obter o direito de responder em liberdade em 2022, mas retornou ao cárcere em julho de 2023 após determinação do ministro Gilmar Mendes, do STF.
Em março de 2025, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) manteve sua prisão preventiva por unanimidade.
Morte de Henry
Segundo a acusação, Henry morreu após sofrer agressões dentro do apartamento onde morava com a mãe e o então padrasto, na Barra da Tijuca, na madrugada do dia 8 de março de 2021.
Segundo as investigações, a criança foi levada desacordada ao hospital, onde a equipe médica constatou que o menino já chegou sem vida. Inicialmente, Monique e Jairinho alegaram que Henry teria sofrido um acidente doméstico, caindo da cama enquanto dormia.
Agressões contínuas
No entanto, o laudo de necropsia do Instituto Médico-Legal (IML) descartou a hipótese ao identificar 23 lesões espalhadas pelo corpo da criança.
A causa da morte foi apontada como hemorragia interna e laceração hepática provocadas por ação contundente. As investigações da Polícia Civil concluíram que Henry era submetido a uma rotina de agressões e torturas praticadas por Dr. Jairinho.
De acordo com o inquérito, Monique Medeiros tinha conhecimento das violências, tendo sido alertada pela babá do menino pelo menos um mês antes do óbito, mas consentiu com a situação.
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