DEPOIMENTO
Henry Borel: mulher de Jairinho revela ‘infidelidade’ do ex-vereador
Fernanda Abidur Figueiredo prestou depoimento no domingo, 31


A atual mulher do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, Fernanda Abidur Figueiredo afirmou, no sétimo dia de julgamento da morte do menino Henry Borel, em março de 2021, que o “único defeito” do acusado é a “infidelidade”.
Ela foi a 19ª testemunha a ser ouvida no 2º Tribunal do Júri da Capital, no Centro do Rio, neste processo. Seu depoimento foi iniciado por volta das 18h30 do domingo, 31.
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Traições
Fernanda revelou que descobriu algumas traições do companheiro. “Ele tinha esse defeito, mas insisti por um bom tempo, já que ele era um companheiro excelente. Mas chegou um tempo em que resolvi viver minha vida, mas sempre com respeito a ele e amizade, até porque temos um vínculo, que é o amor da minha vida”, contou.
Ela é mãe do advogado Luís Fernando Abidur Figueiredo Santos, de 29 anos, filho de Jairinho e integrante de sua equipe de defesa. Segundo Fernanda, os dois se conheceram ainda criança, se tornaram amigos de infância e começaram a namorar quando ela tinha 16 anos.
A mulher engravidou, eles ficaram juntos por cerca de dez anos e se separaram após episódios de traição. Os dois se reaproximaram após Jairinho ser preso no caso Henry e reataram o relacionamento. Fernando disse que passou a visitá-lo com frequência na cadeia.
Segundo O Globo, a estratégia de Fernanda tem sido desmentir os relatos de que Jairinho seria uma pessoa agressiva. Fernanda narrou episódios em que ela o agrediu ao descobrir traições e que ele não reagiu.
“Ele não é esse monstro que estão criando. Meu pai tem 86 anos e minha mãe, 84, e, todos os dias, às 18h, eles rezam Ave Maria para o Jairinho, para que a Justiça seja feita”, contou a mulher.
Beijo e abraço
Fernanda Abidur Figueiredo prestou depoimento durante 40 minutos. Ao final, ela abraçou e beijou Jairinho. Antes dela, foram ouvidos o pai de Jairinho, Jairo Souza Santos, o coronel Jairo, e a babá que cuidava de Henry Borel à época do crime, Thayná de Oliveira Ferreira.
Na ocasião, Coronel Jairo tentou descredibilizar a versão de duas ex-namoradas do réu e da filha de uma delas, que relataram episódios de agressões supostamente praticadas pelo réu contra elas.
Já Thayná contou episódios que considerou suspeitos envolvendo Jairinho e Henry e afirmou que, após a morte do menino, recebeu orientações para apagar mensagens e minimizar qualquer relato sobre a família.
Relembre o caso
Henry Borel morreu em 8 de março de 2021, aos 4 anos, após dar entrada no Hospital Barra D’Or, na Barra da Tijuca, com múltiplas lesões internas e em parada cardiorrespiratória.
Jairinho e Monique Medeiros, pais do menino, respondem por homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo, fraude processual e falsidade ideológica.
Segundo a denúncia do Ministério Público, o menino foi submetido a agressões dentro do apartamento onde morava com a mãe e o então padrasto, na Zona Oeste do Rio.


