VIOLAÇÃO
Influencer publica vídeo íntimo da filha para incriminar pai
Mulher não teve identidade divulgada pela Justiça de São Paulo

Por João Grassi

Uma influenciadora digital que não teve identidade revelada foi condenada por expor a filha pequena a vexame e constrangimento em rede social. A pena foi fixada em nove meses e 22 dias de reclusão, em regime inicial aberto, substituída por prestação de serviços à comunidade pelo mesmo período.
De acordo com os autos, a ré mantinha "relação conflituosa" com o pai da criança e publicou, em uma rede social, trecho de um vídeo em que a filha, ainda bebê, tomava banho com o pai, com o intuito de acusá-lo de abuso sexual e incitar a manifestação de seus seguidores. A decisão ainda cabe recurso.
Para a 4ª Vara Criminal de Santo André, na região metropolitana de São Paulo, a conduta violou a intimidade da menina, e o crime, previsto pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), estaria caracterizado ainda que a acusação contra o pai fosse verdadeira.
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O que diz a Justiça
Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), ao se deparar com possível situação de abuso sexual contra sua filha, incumbia à acusada apenas "reportar sua suspeita às autoridades públicas competentes, mas jamais divulgar a situação em rede social para que seus milhares de seguidores opinassem acerca do fato".
Além disso, a acusada, "de forma deliberada, conferiu extrema publicidade a situação que deveria ser tratada de forma absolutamente sigilosa, a fim de resguardar a imagem e dignidade da criança", declarou o TJSP.
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