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Integrantes de facção ligada ao PCC são condenados a mais de 80 anos de prisão

Facção conhecida como Esquina Maluca aliciava adolescentes e operava sob ordens do Primeiro Comando da Capital (PCC)

Redação
Por Redação
Segundo a Promotoria, os criminosos atuavam no bairro São José, em Araçatuba
Segundo a Promotoria, os criminosos atuavam no bairro São José, em Araçatuba -

Uma investigação conduzida com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo (MPSP), levou à condenação de sete integrantes da facção criminosa conhecida como Esquina Maluca, braço do Primeiro Comando da Capital (PCC) com atuação no interior paulista.

Segundo a Promotoria, os criminosos atuavam no bairro São José, em Araçatuba, onde mantinham uma estrutura organizada com divisão de funções e hierarquia rígida. A Justiça impôs penas que, somadas, ultrapassam 80 anos de prisão, todas a serem cumpridas em regime fechado.

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Conforme apontam os autos, o grupo era dividido em três níveis operacionais: líderes, responsáveis pelas decisões estratégicas; gerentes, encarregados da logística do tráfico, segurança armada e movimentação de entorpecentes; e por fim, os olheiros e vendedores, que atuavam na linha de frente, comercializando drogas e monitorando a região.

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A sentença, proferida pela 2ª Vara Criminal de Araçatuba, destacou a existência de um sistema interno de comunicação e vigilância conhecido como “sistema de conferência”. Esse mecanismo permitia que os membros da facção controlassem o fluxo de pessoas no bairro e detectassem a presença de policiais ou rivais.

Interceptações telefônicas e outras diligências permitiram aos investigadores compreender o funcionamento do esquema criminoso e comprovar a atuação coordenada do grupo. Adolescentes também eram cooptados para integrar a rede.

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