BRASIL
Jorgina de Freitas, do Escândalo da Previdência, morre no Rio
Ela estava internada em hospital em Duque de Caxias desde dezembro, após sofrer um acidente de automóvel


Morreu na última terça-feira, 19, a ex-advogada e procuradora previdenciária Jorgina de Freitas, responsável pela maior fraude contra a Previdência Social no Brasil. Ela estava internada desde dezembro no Hospital Municipal Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, depois de sofrer um acidente de carro.
A informação da morte foi confirmada pela prefeitura do município fluminense em nota divulgada à imprensa. "Na terça-feira, 19, Jorgina apresentou hipotensão e bradicardia, evoluindo para PCR (Parada Cardiorrespiratória), tendo sido realizado todos os procedimentos, protocolos e medicações, porém sem sucesso, sendo constatado o óbito às 13h30 do mesmo dia. O corpo foi encaminhado para o IML, por se tratar de vítima de acidente de trânsito", informou o comunicado.
A prefeitura disse ainda que desde a sua internação em dezembro, a ex-advogada não apresentou melhora. "A direção do hospital relata que durante o período de internação na unidade, a paciente se manteve em estado grave de saúde, traqueostomizada e com pouca resposta a estímulos sensitivos”.
O corpo da ex-advogada foi sepultado nesta quinta-feira, 21, às 14h, no cemitério Jardim da Saudade, em Mesquita, na Baixada Fluminense.
Fraude no INSS
Jorgina ficou famosa por comandar o esquema, que envolvia 25 pessoas, de desvio de verbas de aposentadorias que ficou conhecido como “escândalo da previdência”, a maior fraude da história da previdência social do país, descoberta na década de 1990. O prejuízo do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) chegou a quase R$ 2 bilhões, segundo a Advocacia-Geral da União.
Ela foi condenada pelo Tribunal de Justiça do Rio a 14 anos de prisão, em regime inicialmente fechado, em julho de 1992. Ficou foragida até 1997, quando foi encontrada na Costa Rica e extraditada no ano seguinte para o Brasil.
Em 2007, obteve autorização para cumprir a pena em regime semi-aberto. Foi solta, em junho de 2010, depois de uma sentença judicial declarar sua pena extinta. Além da prisão, Jorgina a ressarcir o INSS em R$ 8,8 milhões.