Busca interna do iBahia
HOME > BRASIL

BRASIL

Juíza é demitida após emitir 2 mil sentenças irregulares idênticas

Magistrada estava na comarca há pouco mais de um ano ainda em estágio probatório

Redação
Por Redação
| Atualizada em
Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, onde a magistrada era lotada
Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, onde a magistrada era lotada - Foto: Divulgação

A juíza substituta da comarca de Cachoeira do Sul, no Rio Grande do Sul, Angélica Chamon Layoun, foi demitida do cargo após decisão do presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS), desembargador Alberto Delgado Neto.

O desembargador aplicou a sanção após ser constatada irregularidades na conduta da magistrada por meio de Processo Administrativo Disciplinar (PAD) onde ficou configurado que a juíza proferiu cerca de 2 mil sentenças em processos cíveis utilizando decisões idênticas.

Tudo sobre Brasil em primeira mão! Compartilhar no Whatsapp Entre no canal do WhatsApp.

Leia Também:

BRASIL

Companhias aéreas preparam ampliação de voos para Belém durante COP-30
Companhias aéreas preparam ampliação de voos para Belém durante COP-30 imagem

EDUCAÇÃO

Acabou o papel? Diplomas de graduação passam a ser exclusivamente digital
Acabou o papel? Diplomas de graduação passam a ser exclusivamente digital imagem

POLÍCIA

Casal é preso por tentar comprar recém-nascido para mãe pagar agiota
Casal é preso por tentar comprar recém-nascido para mãe pagar agiota imagem

Ainda segundo o PAD, a juíza teria desarquivado processos já julgados com o objetivo de proferir novas sentenças, mas também foi provado que ela usava sentenças idênticas às anteriores. A prática teria como objetivo mostrar melhores índices de produtividade. De acordo com o TJ-RS, tais medidas violam os princípios da imparcialidade e da legalidade, configurando desvio funcional grave.

A decisão da demissão foi publicada Diário da Justiça da última segunda-feira (7). A magistrada ainda cumpria estágio probatório e tinha apenas 1 ano, 2 meses e 15 dias à frente da comarca. Angélica, que é natural Mariana (MG), tomou posse no dia 1º de julho de 2022 e foi afastada preventivamente pouco mais de um ano depois, em setembro de 2023, após denúncias.

O julgamento do PAD foi conduzido pelo Órgão Especial, composto por 25 desembargadores, e teve como base o artigo 42, inciso VI, da Lei Orgânica da Magistratura (Loman), que prevê a penalidade máxima da carreira: a perda do cargo.

O advogado de defesa da magistrada, Nilson de Oliveira Rodrigues, disse que a intenção da juíza era reestruturar a unidade jurisdicional. Nesse cenário, buscou corrigir falhas operacionais, reordenar o fluxo processual e promover melhorias administrativas, enfrentando resistências internas que acabaram servindo de catalisador para o processo disciplinar”, afirmou.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Compartilhar no Whatsapp Clique aqui

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no X Compartilhar no Email

Tags

demissão juíza Sentenças TJRS

Relacionadas

Mais lidas