MEDIDA
Justiça autoriza quebra de sigilos de Edir Macedo e Igreja Universal
Operação bloqueou R$ 670 milhões em bens


A Justiça Federal autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, na condição de controlador do Banco Digimais.
A medida é o principal desdobramento da Operação Miragem, deflagrada nesta terça-feira, 23, pela Polícia Federal (PF) para investigar fraudes e manipulações contábeis na instituição financeira.
Busca e apreensão
A ação, concentrada na capital paulista, cumpriu nove mandados de busca e apreensão. Por determinação judicial, também foi determinado o bloqueio de até R$ 670 milhões em bens e valores dos investigados.
De acordo com a Polícia Federal, os envolvidos teriam maquiado balanços contábeis para ocultar perdas e melhorar artificialmente a situação financeira do banco. As investigações apontam a ocultação de cerca de R$ 480 milhões em créditos vencidos e inadimplentes.
Os suspeitos poderão responder pelos crimes de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e realização de operação de crédito vedada. O processo segue em andamento e não há condenação contra os investigados.
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Foram alvos dos mandados os executivos:
Marcelo de Lima Brasil
João Alves de Campos,l
Rodrigo Ruggero
João Luiz Urbaneja
Thiago Rodrigues Urbaneja
José Roberto Giancoli Filho
Rodrigo Balassiano
Banco Digimais S.A
ID Corretora de Títulos e Valores Mobiliários S.A.
Quebra de sigilo
Além de Edir Macedo e dos executivos citados acima, tiveram os sigilos fiscal e bancário rompidos as empresas:
B.A. Empreendimentos e Participações S/A
Bless Capital Gestora de Recursos
Digimais Securitizadora de Créditos Financeiros S.A.
Rocha Silva Consultoria e Estruturação (Marcos Serviços de Consultoria Ltda)
Fundos EXP 1 FIDC-NP
Guidare FIM CP
Hermon FIDC-NP RL
ID 112 FIDC-NP


